CIDADE

Moradores reclamam de falta de remédios, mas SMS nega

De acordo com a assessoria de comunicação da secretaria municipal de Saúde, as equipes nesses bairros estão completas e o atendimento vem ocorrendo normalmente

Mára Santos
Publicado em 29/02/2016 às 08:13Atualizado em 16/12/2022 às 19:54
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Foto/Neto Talmeli

Sem condições de usar a quadra, adolescentes praticam esporte do lado de fora

Criado em março de 1982, o Jardim Gameleira tem essa denominação porque no local, onde é hoje a Igreja São José Operário, existia uma enorme gameleira, com mais de 100 anos. Conta-se que a gameleira era tão grossa que eram necessários 14 homens para abraçá-la e no oco do seu tronco cabia uma pessoa.

Apesar de estar na área de abrangência de quatro Unidades de Saúde da Família (PSF), devido à extensão territorial e volume populacional, os moradores do Gameleira I, II e III reclamam que a comunidade local sofre com a falta de medicamentos e afirmam que os médicos mais faltam do que vão. Segundo as reclamações, principalmente dos que precisam de atendimento público, por ser uma região muito grande, as unidades não conseguem atender a todos, assim há quem precisa recorrer a outros bairros, como o Abadia.

De acordo com a assessoria de comunicação da secretaria municipal de Saúde, as equipes nesses bairros estão completas e o atendimento vem ocorrendo normalmente. Nessas unidades ocorre a dispensação dos medicamentos do Programa Hiperdia, e não há problemas com estoque no momento.

As unidades que atendem aos bairros sã USF Rosa Maria Frange do Nascimento, conjunto Cartafina, com horário de atendimento de segunda a sexta, das 7h às 17h. A unidade abriga a equipe da Estratégica de Saúde da Família Gameleiras II, que conta com um médico, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem e seis agentes comunitários de saúde. A unidade de saúde dispõe também de um médico clínico geral, uma ginecologista, uma pediatra, um psicólogo, serviço de imunização e demais atendimentos de enfermagem. Possui o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com assistente social e fisioterapeuta. A unidade atende uma média de 4.000 pacientes ao mês. USF Dona Aparecida Conceição Ferreira, no Parque São Geraldo, com horário de atendimento de segunda a sexta, das 7h às 17h. A unidade abriga a equipe de ESF Parque São Geraldo, que conta com uma médica, uma enfermeira, um dentista, um auxiliar de dentista e seis agentes comunitários de saúde. A unidade de saúde dispõe também de um médico clínico geral, uma ginecologista, uma pediatra, dois psicólogos, serviço de imunização e demais atendimentos de enfermagem. Possui o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com assistente social e fisioterapeuta. A unidade atende uma média de 3.000 pacientes ao mês.

USF Edison Reis Lopes, bairro São Cristóvão, com horário de atendimento de segunda a sexta, das 7h às 17h. A unidade abriga a equipe de ESF São

Cristóvão, que conta com um médico, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem, um dentista, um auxiliar de dentista e seis agentes comunitários de saúde. A unidade de saúde dispõe também de serviço de imunização e demais atendimentos de enfermagem, e atende uma média de 1.200 pacientes ao mês. UMS Álvaro Guaritá, localizada no bairro Valim de Melo, com horário de atendimento de segunda a sexta, das 7h às 22h. A unidade abriga a equipe de ESF Parque das Gameleiras, que conta com um médico, uma enfermeira, uma técnica de enfermagem, um dentista, um auxiliar de dentista e seis agentes comunitários de saúde. A unidade de saúde dispõe também de uma médica clínica geral, dois ginecologistas, uma pediatra, uma psicóloga, serviço de imunização e atendimentos de enfermagem. No período das 17h às 22h, o local conta com um médico clínico geral para atendimento de livre demanda e equipe de enfermagem. Possui o Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), com assistente social e fisioterapeuta. A unidade atende uma média de 4.300 pacientes ao mês.

A assessoria ressalta também que em todas as unidades as gestantes, hipertensos, diabéticos e acamados recebem acompanhamento dos profissionais da equipe de ESF.

Lazer. Outro problema no Gameleiras, de acordo com os moradores, está relacionado ao lazer. O bairro tem muitas opções, mas falta atenção do Poder Público, principalmente em relação às quadras que estão sucateadas e tomadas por usuários de drogas.

O presidente da Funel, Luiz Alberto Medina, explica que assim como em outros bairros, há sim projetos de reestruturação de quadras, instalação de mais academias ao ar livre e também parquinhos, mas para viabilizar toda essa infraestrutura são necessários recursos junto ao Ministério dos Esportes. Ainda assim, segundo o presidente, um projeto está em fase final e envolverá equipe da Funel para levar aos bairros de forma itinerante atividades de lazer e ações esportivas. Essa equipe percorrerá os bairros da cidade duas vezes na semana.

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