Prática proibida foi flagrada, mas, ao se comunicar o fato à Polícia Militar e Guarda Municipal, ambas se eximiram de responsabilidade
Fot Neto Talmeli
No ultimo domingo, o motociclista de 52 anos teve corte profundo no pescoço quando transitava pelo Parque São Geraldo
No último domingo (12), um motociclista de 52 anos foi levado ao Hospital de Clínicas da UFTM após ter o pescoço atingido por uma linha de cerol usada para soltar pipa quando transitava pelo bairro São Geraldo. Esse tipo de acidente tem se tornado comum em Uberaba nesta época do ano, em razão das férias escolares, e a população teme a ocorrência de novos acidentes. É o caso de motorista que trafegava pelo Valim de Melo e teve o carro invadido por uma linha chilena. O problema é que ele não conseguiu denunciar o fato nem à Polícia Militar e nem à Guarda Municipal.
De acordo com Manoel Gonçalves da Cunha, ele dirigia pela avenida Bandeirantes, com a filha, quando se deparou com jovens soltando pipa. “A linha pegou no para-brisa, se prendeu no limpador e entrou no veículo. Imediatamente eu parei, vi aquele grupo de pessoas soltando pipa próximo ao terreno baldio, continuação da avenida Bandeirantes, e acionei o 190, para que tomasse providência, pois a linha era altamente cortante, tanto que partiu a borracha do limpador. Só que a PM falou que não era responsabilidade dela, que eles só iriam atender se houvesse óbito, e me orientaram a ligar no 153 da Guarda Municipal, mas eles também disseram que não era responsabilidade deles. Então é de quem?”, ressalta.
Procurado pela redação, o comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Waldimir Soares Ferreira, afirma que o problema requer dois tipos de abordagem, preventiva e repressiva. “Quem faz a parte preventiva da situação, que é mais eficaz, é a Prefeitura. Estive na terça-feira (14) com o secretário Wellington Cardoso, que adotou, através do setor de Posturas, o recolhimento das linhas de quem está fazendo os procedimentos de venda desse material proibido. E quem faz o atendimento quando há situação de chamado e efetivamente um dano físico ou lesão corporal somos nós”, esclarece.
Questionado sobre o chamado, o comandante Waldimir destacou que a informação deve estar equivocada. “A Polícia Militar se compromete, mas esta não é uma demanda emergencial. Atendimento de roubo, furto ou abordagem de indivíduos suspeitos são ocorrências prioritárias. Havendo condições de atendimento, a pessoa será atendida. A pessoa deve chamar o Corpo de Bombeiros ou Samu para ser atendido, e a PM cuida do registro do fato para efeitos criminais, e a prevenção com informação certa”, afirma.