Fotos/Sandro Neves
Cerca de 500 veículos se juntaram durante protesto de motoristas nesta manhã (24), em Uberaba. O movimento começou por volta de 7h30 no Uberabão, de onde seguiram em carreata até o Parque das Acácias (Piscinão), interditando, inclusive, algumas vias da cidade, como trecho da Leopoldino de Oliveira.
À reportagem do JM Online, Lucas Neves, motorista do transporte escolar, explicou que a manifestação teve intuito de mostrar apoio ao movimento nacional. “Os caminhões não estão sozinhos nessa luta”, sinalizou, deixando claro que os motoristas em geral estão revoltados com os preços praticados pelos postos no momento. “A profissão se tornou inviável, o lucro fica todo para pagar o combustível”, aponta, ponderando que a falta de combustível, que já é uma realidade na cidade, pode paralisar completamente o setor: “Muitas profissões ficarão sem sua matéria-prima principal”, finaliza.
O itinerário dos manifestantes percorreu a avenida Leopoldino de Oliveira a partir das 8h30, chegando ao Piscinão por volta de 9h, com intuito de mobilizar a população acerca do assunto. Ao final da manifestação, alguns motoristas seguiram rumo à BR-050, por conta própria.
Vale lembrar que diversos pontos das rodovias federais estão com pontos de paralisação. À Rádio JM, o policial rodoviário federal Sérgio Tavares explica quais são os da BR-050, na região de Uberaba:
• KM 176, em frente ao Posto Zote
• KM 179, próximo ao trevo com a BR-262 e em frente ao bairro Maracanã
• KM 207, na divisa com o estado de São Paulo
• KM 85, para quem segue no sentido a Uberlândia, em frente ao posto Décio
Falta de combustíveis. Muitos postos em Uberaba estão praticando preços considerados abusivos pela população. Em entrevista à Rádio JM, o presidente da Fundação Procon explicou que o aumento de preço diante da crise de abastecimento é reprovável e contraria as normas de defesa do consumidor. “Para evitar que isso aconteça, o Procon toma medidas no sentido de proibir esse aproveitamento por parte dos empresários do setor da situação de escassez do combustível”, explica Rodrigo Mateus, acrescentando que a fundação realizará pesquisa de preço dos combustíveis diariamente durante o período de crise. Ele ainda pondera que o preço dos combustíveis não é tabelado, o que, no entanto, não permite aos donos de postos tirar proveito indevido. “Os empresários têm a liberdade de fixar o preço praticado, mas não pode fazer isso se aproveitando de uma crise de abastecimento com a que estamos vivendo. Todo o esforço do Procon nos próximos dias é para coibir esse tipo de prática. Realizaremos, todos os dias durante a crise de abastecimento, pesquisas de preços, que costumamos fazer uma vez por semana, para ajudar o consumidor e também monitorar o comportamento administrativa e penalmente caso encontre alguma irregularidade”, explica. O Procon já realiza pesquisas periodicamente, o que permite uma memória boa sobre os preços praticados na cidade. “É possível fazer um comparativo dessas escalas de preços. Aqueles que extrapolam a média do mercado serão objeto do questionamento do Procon e os empresários terão que dar explicações dos motivos pelos quais o preço do combustível subiu àquele patamar”, finaliza Rodrigo Mateus, pontuando que, com as informações cruzadas com órgãos oficiais, como a Receita, será possível instaurar processos administrativos.
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