CIDADE

MP apresenta as alegações finais contra 3 réus ligados ao Disque-Pó

Mãe e os dois filhos mantinham em casa do bairro Estados Unidos o serviço de venda delivery de drogas

Thassiana Macedo
Publicado em 07/06/2018 às 08:07Atualizado em 17/12/2022 às 10:22
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Ministério Público de Minas Gerais apresentou as alegações finais na ação penal movida contra três pessoas, sendo mãe e seus dois filhos, por envolvimento em tráfico de drogas e ainda por associação para o tráfico. O caso está a cargo do juiz da 1ª Vara Criminal, Ricardo Cavalcante Motta.

De acordo com a denúncia, no dia 13 de julho de 2016, por volta de 18h45, na avenida Claricinda Alves Rezende, bairro Jardim Lago, um dos acusados foi visualizado por policiais militares em patrulhamento transitando em uma Honda 125 Titan. Na oportunidade, os policiais deram ordem de parada, mas ele não obedeceu e empreendeu fuga em alta velocidade, tentando ingressar no Condomínio Flamboyant. Porém, foi perseguido e abordado.

O acusado carregava na mochila grande quantidade de maconha e uma balança de precisão e informou que na residência da avó, onde morava, também havia drogas. Diante dessa informação, os militares se dirigiram até o imóvel no bairro Estados Unidos, onde localizaram as 47 pedras de crack na gaveta de cômoda do quarto do acusado e R$62 em dinheiro. Ele informou que estava levando a droga para o seu irmão “Netinho”, que estava em apartamento no bairro Abadia, na companhia de sua mãe. No local, os militares encontraram “Netinho”, duas buchas de maconha e R$510 em dinheiro dentro do armário, que pertenciam à mãe, também acusada.

Segundo o promotor criminal Laércio Conceição Lima, ficou comprovado nas investigações que o acusado “Netinho” adquiriu e determinou o transporte, em concurso com o irmão, de 2,220kg de maconha, distribuídos em 10 tabletes e duas buchas, e de 5,90g de crack, distribuídos em 47 pedras, para fins de traficância em região conhecida como “Coreinha”, o que poderia gerar arrecadação ilegal da ordem de R$28 mil.

Consta ainda que a mãe dos acusados consentiu que eles utilizassem o apartamento dela, localizado na rua João Pessoa, para que realizassem o tráfico ilícito de drogas, o que configura a associação para o crime. Toda a atuação dos três acusados foi descrita em organograma da organização criminosa apresentado pelo Gaeco, descoberta por áudios e mensagens obtidas por interceptação telefônica autorizada pela Justiça. Há ainda inquérito policial para apurar o crime de lavagem de dinheiro em relação ao apartamento, avaliado R$323.326.

A investigação verificou a atuação da organização voltada para o tráfico naquela região do bairro Abadia e a existência de uma célula responsável por comercializar drogas encomendados por telefone, o “Disque-Pó”, sendo que “Netinho” e a mãe foram identificados entre os principais membros ativos da organização. O promotor destaca que “Netinho” subchefiava as transações de compra e venda de drogas, conforme orientações repassadas por dirigente da organização já preso, em apoio ao irmão que assumiu os “negócios”.

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