PROTAGONISMO FEMININO

Mulheres predominam entre os atendimentos e as profissionais da assistência social em Uberaba

Boletim aponta protagonismo feminino nos serviços e destaca desigualdades de gênero e raça no município

Publicado em 30/03/2026 às 18:20
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Dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) mostram que as mulheres são maioria tanto entre as pessoas atendidas quanto entre as trabalhadoras da assistência social em Uberaba. O levantamento integra a 2ª edição do Boletim da Vigilância Socioassistencial e orienta o planejamento das políticas públicas. O estudo revela que, no quadro de servidores da área, 326 dos 446 profissionais são mulheres, atuando em diferentes frentes do Sistema Único de Assistência Social (Suas).

Entre os beneficiários, a presença feminina também é predominante. Em Uberaba, 82% das pessoas responsáveis pelas famílias inscritas no Cadastro Único são mulheres, além de serem maioria entre beneficiárias de programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O boletim também traz um recorte de raça/cor, indicando que mulheres negras concentram grande parte dos atendimentos e figuram como principais responsáveis pelo sustento familiar. Ao mesmo tempo, aparecem entre as principais vítimas de violações de direitos, especialmente nos atendimentos da proteção social especial e do Centro Integrado da Mulher (CIM).

Nos serviços especializados, como o Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (Paefi), ofertado pelos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas), meninas e mulheres são maioria, com registros de situações como negligência, abandono e violência, incluindo abuso sexual.

Já no Centro de Referência da Mulher, o perfil predominante é de mulheres negras com idade entre 30 e 59 anos.

Segundo a referência técnica do Departamento de Vigilância Socioassistencial, Vânia Guarato, os dados reforçam a necessidade de políticas direcionadas. “Os dados demonstram que as mulheres estão no centro da política de assistência social, seja como usuárias ou como trabalhadoras. Esse cenário exige que as ações sejam pensadas de forma estratégica, considerando especialmente as desigualdades de gênero e raça, para garantir proteção social efetiva e acesso a direitos”, afirmou.

O secretário de Desenvolvimento Social, Ernani Neri, destacou que o levantamento orienta a atuação da gestão pública. “É uma ferramenta fundamental para a tomada de decisão. Quando identificamos que as mulheres, sobretudo as mulheres negras, são maioria entre as atendidas e também as mais expostas às vulnerabilidades, fica evidente a necessidade de ampliar investimentos e fortalecer políticas públicas específicas para esse público”, disse.

O boletim completo está disponível no site oficial do município.

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