Depois de passar por reforma, o Museu de Arte Sacra (MAS), instalado nas dependências da Igreja de Santa Rita, está aberto para visitações
Depois de passar por reforma, o Museu de Arte Sacra (MAS), instalado na Igreja de Santa Rita, está aberto para visitações. Foram dois meses de obras, e no dia 13 de maio, com o aval do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MG) o museu foi reaberto. A reforma ficou em R$44.540.
O Museu de Arte Sacra possui um acervo rico em peças barrocas dos séculos XVIII e XIX, que conta a história da Igreja Católica na região. Muitas peças são provenientes de doações da Cúria Metropolitana, sobressaindo-se as vestes sacras, estandartes de procissões, paramentos, alfaias, imagens e mobiliário. Um dos exemplos de seu valioso acervo é o Conjunto de Casula, feito com tecido bordado com linha e fios de ouro. “São peças lindas e vale a pena fazer uma visita, pois além do acervo riquíssimo, os visitantes serão bem atendidos, com informações sobre as peças”, explicou a coordenadora do Conselho de Patrimônio Histórico e Artístico de Uberaba (Conphau), Aparecida Manzan.
Dentre as peças do acervo, se encontra, também, a escultura em madeira policromada, de Santa Rita de Cássia, a única imagem que restou da capelinha original, erguida em 1854. O horário para visitação no Museu é das 12h às 18h, de terça a sexta-feira; e das 8h às 12h, aos sábados e domingos.
Com relação aos trabalhos realizados na Igreja, segundo Cida, destacam-se: limpeza de telhados e telhas; retirada de fezes de pássaros urbanos, em especial, pombos, sobre a área do forro; descupinização da área do forro e dos beirais; pintura interna e externa; reconstrução da fiação; fixação de todas as telhas coloniais com arame galvanizado; substituição de barrote de madeira de lei, além de parte de sustentação do alicerce e execução de muro de arrimo e passarela de concreto no entorno da parede do fundo da Igreja. “Esta reforma não foi nada fácil; demorou para ser realizada por se tratar de um patrimônio tombado. O Iphan fez vistoria e a arquiteta gostou bastante”, afirmou.
Cida ressaltou ainda que a obra era extremamente necessária, pois comprometia as peças do museu, bem como gerava riscos aos visitantes, principalmente por conta das fezes de pombos que escorriam pelo forro, inclusive dois funcionários do museu ficaram doentes. A igreja corria risco de desabar e até pegar fogo.