A alimentação da Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira voltou a ser alvo de reclamações. Durante o JM News, uma ouvinte relatou possível desperdício da alimentação destinada aos detentos, sobretudo aos finais de semana. Segundo a ouvinte, quando os familiares levam alimentos durante as visitas, as marmitas que a eles seriam destinadas acabam sendo descartadas, "enquanto tanta gente passa fome”. No entanto, a Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) informou que a denúncia não procede.
Segundo a ouvinte, cerca de mil marmitas teriam sido descartadas irregularmente no último fim de semana. “Como tem a visita dos familiares e eles costumam levar comida, mas, mesmo assim, a empresa manda alimentação normal. E, sem nem abrir, jogam fora as marmitas. Com tanta gente passando fome”, comentou.
Procurada pela reportagem, a Sejusp esclareceu que a denúncia não procede e informou que o descarte de alimentação imprópria é de responsabilidade da própria empresa fornecedora. Conforme a secretaria, caso a direção da unidade prisional identifique irregularidades que tornem a alimentação inadequada para consumo, a empresa é notificada e deve realizar a substituição imediata, sem ônus para o Estado.
Em relação aos vasilhames, a Sejusp informou que eles são armazenados em local apropriado e recolhidos diariamente, duas vezes ao dia, pela empresa responsável pela coleta. A secretaria ressaltou ainda que a alimentação dos detentos é supervisionada diariamente e administrada pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG). Em casos de descumprimento das garantias de qualidade, previstas em contrato, são adotados procedimentos administrativos imediatos, que podem resultar em aplicação de multas e até mesmo na rescisão contratual.