Reunião aconteceu na Universidade de Uberaba e teve a presença de representantes de empresas ligadas ao agronegócio, de sindicatos rurais e da Embrapa (Foto/Divulgação)
Entidades e empresas se reuniram em Uberaba para conhecerem a experiência da Bolsa de Arrendamento de Terras. O programa, criado nos anos 80, transforma a agricultura da região, cujo exemplo se espalhou pelo país e foi o principal tema do encontro ocorrido esta semana. O novo projeto de Bolsa de Arrendamento de Terras será lançado, inicialmente, no Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Pontal do Paranapanema, atingindo 96 municípios e cerca de 2,5 milhões de pessoas.
A partir da experiência do projeto de Bolsa de Arrendamento, as empresas e entidades pretendem quadruplicar a produção agrícola brasileira de forma sustentável, através de um programa composto por um conjunto de ações de curto, médio e longo prazos.
Idealizador e coordenador geral da Bolsa de Arrendamentos de Terras, José Humberto Guimarães, destacou que o projeto tem o objetivo principal de mobilizar proprietários de terras e conscientizá-los da importância da introdução das lavouras de grãos em propriedades rurais, através de arrendamentos.
“A Bolsa de Arrendamento de Terras é o local que instrumenta os meios de aproximar todos os produtores rurais interessados na expansão de suas lavouras, haja visto que muitos deles não têm conhecimento ou meio de expandir seus empreendimentos. Esse programa começou em 1985 e, de lá pra cá, cresceu acentuadamente na produção, especialmente de soja e milho.
Esse crescimento se deve, em grande parte, à Bolsa de Arrendamento de Terras que criamos, que fez com que muitos pecuaristas também adotassem essa prática”, comentou José Humberto.
A reunião aconteceu na Universidade de Uberaba (Uniube). Para Eduardo Palmério, foi o primeiro passo para fomentar o programa em diversas regiões do país. “A Uniube recebeu a visita do grupo de integração lavoura/pecuária/floresta, comandado pela Embrapa/Rede ILPF, que tem mantenedores importantes do agronegócio brasileiro, grandes empresas do setor que visam fomentar a tecnologia de integração, lavoura/pecuária/floresta, para fazer a agricultura e a pecuária mais econômica, mais lucrativa e com tecnologia de baixo carbono, sustentável ambientalmente”, destacou.
Foram discutidos a operacionalização da parceria entre o programa de Bolsa e Embrapa bem como o cronograma das ações. “Uberaba saltou de 20 mil hectares produzidos para mais de 230 mil hectares em poucos anos, ou seja, acredito que temos um exemplo real de contribuição que pode auxiliar e muito a Rede ILPF nessa meta de transformar a agricultura no Brasil”, comentou Palmério.
O projeto piloto será desenvolvido em três áreas brasileiras selecionadas, mas, posteriormente, deverá atingir níveis nacionais de expansão, explicou Renato Rodrigues, presidente da Rede ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), espaço temático da Embrapa.