O Congresso Nacional aprovou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2016 com um salário mínimo de R$871
Reajuste no salário mínimo em 2016 deverá ser de 10,5%. O Congresso Nacional aprovou a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) para 2016 com um salário mínimo de R$871. Em relação ao valor atual, R$788, o reajuste é de R$83. O índice é analisado por economistas como um valor alto diante da situação econômica do país, por isso acreditam que virão cobranças do governo.
O novo piso nacional entra em vigor no dia 1º de janeiro. O governo adota uma política de reajuste com base na inflação do ano anterior e o percentual de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) de dois anos antes. Porém, a presidente Dilma Rousseff ainda precisa confirmar o valor do piso para 2016.
De acordo com o economista Marco Antônio Nogueira, quando é aplicado um reajuste, existem aqueles que ganham e os que perdem. “Para o trabalhador que ganha até um salário mínimo, esse reajuste foi bom, pois em termos de recurso estarão protegidos da inflação; para os aposentados que recebem até um salário mínimo, também significa um ganho; quem ganha também é o crédito consignado, pois com mais recurso será possível captar mais empréstimo, e o comércio, que terá demanda maior”, explica.
Por outro lado, quem perde são aqueles serviços que estabelecem os preços a partir do valor do salário mínimo, como domésticos e serviços odontológicos. Outro que perde com este aumento é o governo federal. “Esse aumento vai impactar em gastos na Previdência e a arrecadação está caindo. Diante disso fica uma dúvida no ar: quem e como vai ser bancado esse índice a ser aplicado no salário mínimo? A Previdência não arrecada muito, pelo contrário, a tendência é desemprego aumentar em 2016”, relata.
Portanto, o economista acredita que haverá aumento de impostos para cobrir esse reajuste. Então, se por um lado alguns ganham, por outro, a maioria da população, de alguma forma, vai ter que bancar esse aumento. “Deve vir algo, não tem como em 2016 gerar um superávit de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) sem ter aumento de impostos. O governo quer ressuscitar a CPMF, mas se não conseguir, haverá outras formas, como as Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (Cide), um imposto que incide sobre os combustíveis, e a partir disto onerar todos nós”, finaliza Marco Antônio.