CIDADE

Número de pessoas em situação de rua cresce 40% em Uberaba

Levantamento realizado entre julho e agosto aponta que 286 pessoas se encontram nas ruas, contra 202 no levantamento realizado no ano passado

Publicado em 18/08/2022 às 21:00Atualizado em 18/12/2022 às 16:01
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Foto/Gráfico

Gráfico mostra que a grande maioria das pessoas em situação de rua é formada por homens

Número de pessoas em situação de rua em Uberaba cresceu mais de 40% em relação a 2021. Diagnóstico da Secretaria de Desenvolvimento Social (Seds) identificou 286 pessoas em situação de rua em Uberaba. Dessas, 173 estavam acolhidas. A pesquisa foi realizada entre 1º de julho e 8 de agosto e está disponível na íntegra na página da Secretaria. O último censo, de 2021, apontou 202 pessoas.

“A proposta do diagnóstico é mapear o perfil dessa parcela da população, em constante movimento, de modo a melhorar os serviços prestados. São produzidas informações atualizadas e importantes para a definição das políticas públicas para a garantia de direitos da população em situação de rua”, destacou a secretária da Seds, Gicele Gomes.

O estudo levantou a naturalidade, idade, sexo, escolaridade, motivo de estarem nas ruas, serviços acessados e outras variáveis sobre o grupo. Das 286 pessoas identificadas, 17 não quiseram participar da pesquisa e foram classificadas somente quanto ao sexo.

O diagnóstico mostra que entre os entrevistados 116 nasceram em Uberaba, 28 são itinerantes e estão de passagem pela cidade e dois são imigrantes (oriundos da Venezuela). Dez não responderam a pergunta e o restante veio de outras cidades para se instalar em Uberaba de forma permanente.

De acordo com o censo, 268 pessoas são homens, 16 mulheres e duas são transexuais. As faixas etárias com maior concentração são as de 40 a 59 anos (135) e 18 a 39 anos (125).

Apenas 13 pessoas tinham 60 anos ou mais. Quanto à etnia, 91 se autodeclararam brancos, seguidos dos pardos (90), negros (77) e indígena (1). Dez não responderam.

Em relação ao nível de escolaridade, 147 possuem Ensino Fundamental, 65 Ensino Médio e sete tiveram experiência com o nível Superior. Os demais são alfabetizados (21) ou analfabetos (13). Sobre o motivo de estar nas ruas, a maioria (113) relatou rompimento de vínculo familiar. Entre eles, 23 associaram a ruptura ao uso abusivo de drogas ou álcool.

Perguntados sobre a quais serviços públicos já tiveram acesso, a Abordagem Social e o Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro Pop) foram os mais mencionados. Também se destacaram o Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Outras Drogas (Caps AD), os Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e a Casa de Passagem para o Itinerante.

Serviços. Atualmente, a Secretaria de Desenvolvimento Social cofinancia 224 vagas em casas de acolhimento institucional para pessoas em situação de rua – 50 a mais em relação ao ano passado. A Seds também é responsável pelo Serviço Especializado em Abordagem Social, Centro Pop, Casa de Passagem e pelos oito Cras espalhados pela cidade. Ao ver uma pessoa em situação de rua, o cidadão pode acionar a Abordagem pelo (34) 99667-4451.

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