Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Uberaba, Joamar Zanolini Nazareth lamenta o caso, que ele considera ser um ato de preconceito. “O fato é desagradável. O Direito está caminhando cada dia mais para a liberdade, claro que dentro do princípio de respeito aos outros. O ato mostra a atitude conservadora por parte da direção do colégio e desrespeito à liberdade. Não tem nada a ver com a condição de aluna, ela não agride ninguém, é o gosto dela, não agride e não afronta.”
No entanto, a Comissão dos Direitos Humanos da OAB não vai se posicionar oficialmente por este não ser um fato que fere um direito coletivo. “Entretanto, provavelmente o pai da aluna deve tomar alguma medida, pois feriu o direito individual. Mas o fato mostra que estamos precisando avançar muito na interpretação do Direito, nas questões de individualidade, do respeito à peculiaridade de cada um”, comenta. (HC)