De acordo com o operador de máquinas Paulo Sérgio do Nascimento, todos os dias ele procura a UPA para saber quando vai ser a cirurgia
Operador de máquinas sofreu acidente e espera por cirurgia há uma semana. Na quarta-feira passada, dia 22 de janeiro, Paulo Sérgio do Nascimento estava em casa fazendo alguns reparos no telhado, porém escorregou e caiu de três metros de altura. Ele foi socorrido pelo Samu, levado até a Unidade de Pronto-Atendimento do bairro São Benedito e teve uma fratura no cotovelo, que, segundo os médicos, é grave e precisa passar por cirurgia para reparação. Entretanto, já são oito dias, com fortes dores no braço, que Paulo espera pela operação.
Ele conta que, além das dores, que geram muito incômodo, está bastante preocupado com as condições do braço, que está ficando cada vez mais escuro, e por isto está com medo de que algo mais grave aconteça. “Fui atendido na unidade, passei por todos os procedimentos, imobilizaram o braço e recebi alta, com a informação de seria inserido na fila eletrônica para realização de cirurgia no Hospital de Clínicas. Como não há vagas, deveria esperar em casa para passar pelo procedimento, mas está demorando muito e estou preocupado, ainda mais porque fiquei sabendo de um caso parecido com o meu, em que a pessoa esperou por três meses a realização de uma cirurgia e a demora foi tanta que precisou amputar a mão. Espero que isso não aconteça comigo”, explica.
Ainda de acordo com o operador de máquinas, todos os dias ele procura a UPA para saber quando deve acontecer a operação, se ainda vai demorar muito, mas a informação é sempre a mesma, de que não há vagas e por isto tem que esperar. “Não sei mais o que fazer, por isto procurei a imprensa para que me ajude, não quero que meu caso piore”, afirma Paulo, que depois de algumas horas entrou em contato novamente com o Jornal da Manhã informando que havia recebido a primeira ligação da Secretaria de Saúde, para realizar uma consulta no Hospital Universitário.
De acordo com informações repassadas pela assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, o caso de Paulo não é grave e ele não corre risco de perder o braço. Entretanto, a secretaria, em nota, disse que entende a aflição da família na espera por uma vaga e, diante disto, vai providenciar para que a liberação aconteça o mais rápido possível. “A falta de leitos ainda é um gargalo na nossa cidade e o secretário de Saúde, dr. Fahim Sawan, está ansioso pela inauguração do novo Hospital Universitário e do Hospital Regional, que vão trazer quase 300 novos leitos para Uberaba”, afirma a secretaria em nota.