Em nota à reportagem, a BPF Cartões afirma ter até 10 de maio para garantir os estabelecimentos necessários ao início da operação
Vencedora da licitação para o tíquete dos servidores da Codau rebate declarações da presidente da Assuper, Juliane Foscarini. Em entrevista à Rádio JM, a líder classista pontuou dificuldades nas negociações com a BPF Cartões, relatando taxas mais altas que a média de mercado, com prazo muito elástico para o pagamento aos supermercadistas. Em contrapartida, a empresa afirma que se trata de negociações comerciais regulares e que ainda está dentro do prazo para atrair empresas que aceitem o vale-alimentação. À reportagem, a Codau confirmou que o prazo segue até 10 de maio e que a expectativa é que as recargas de junho já aconteçam com a nova operadora.
Segundo a Associação dos Supermercados de Uberaba (Assuper), o sistema ainda não teria atingido o número mínimo de estabelecimentos exigido para início da operação. A entidade também relata entraves nas negociações com a empresa responsável pelo cartão.
A BPF Cartões contestou as informações e negou a cobrança de taxas consideradas abusivas. Em nota, afirmou que não há impasse com o setor supermercadista e que o processo segue dentro da normalidade. “Não existiu qualquer desentendimento com os supermercadistas. O que houve foi negociação comercial regular”, informou.
A empresa também rebateu os valores citados pelo setor. “Em nenhum momento a empresa ofertou taxa superior à média de mercado, tampouco prazo de pagamento superior a 30 dias”, disse.
Segundo a operadora, o credenciamento é individualizado e depende de acordo entre as partes. A BPF afirma ainda já ter estabelecimentos credenciados na cidade, inclusive ligados à Assuper.
A presidente da entidade, Juliane Foscarini, sustenta que as condições apresentadas dificultam a adesão de parte dos supermercados, sobretudo pelas taxas aplicadas. A associação informou que suspendeu as tratativas coletivas e aguarda novos encaminhamentos.
Em nota, a Codau informou que o processo licitatório prevê duas etapas: 100 estabelecimentos credenciados para assinatura do contrato e 200 para início da operação. Segundo a autarquia, a BPF já concluiu a primeira fase e está dentro do prazo até 10 de maio para atingir a rede exigida no edital.
A Codau afirmou ainda que não há risco de interrupção do benefício. O contrato com a atual operadora foi prorrogado por três meses e pode ser estendido, se necessário, para garantir a continuidade do serviço. O cartão da Megavale segue válido até a entrada plena do novo sistema.
A expectativa é que, se as exigências forem cumpridas, as recargas de junho já ocorram no novo cartão. Caso contrário, a Codau poderá convocar a segunda colocada no processo licitatório.