
O sindicato também reforça que segue em discussão a pauta local, com destaque para a redução da jornada no Hospital de Clínicas da UFTM (Foto/Divulgação)
Os Técnicos-Administrativos em Educação (TAEs) da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) completam 60 dias em greve nesta semana. O movimento, iniciado em 23 de fevereiro de 2026, segue por tempo indeterminado e integra uma mobilização nacional da categoria vinculada à FASUBRA Sindical.
De acordo com o sindicato dos servidores da UFTM, nenhuma das exigências previstas no Termo de Acordo nº 11/2024 foi atendida até o momento pelo Governo Federal. “A situação continua exatamente como no início da greve: nenhuma das reivindicações foi atendida”, afirmou a representante do SINDTTAE, Andreza Cunha.
Na semana passada, três representantes da base da UFTM foram enviados a Brasília para integrar o Comando Nacional de Greve. Entre eles, a servidora Sarah Sorati participou de uma reunião com representantes do Governo Federal — até agora, a única realizada com presença de uma representante de base da categoria.
Segundo o sindicato, a reunião não avançou para abertura de mesa de negociação. “Os representantes do governo se recusaram a abrir mesa de negociação”, informa Andreza.
Ainda conforme a categoria, uma nova rodada de articulações está prevista para o início de maio, quando novos representantes devem ser enviados à capital federal.
Durante a agenda em Brasília, representantes do SINDTTAE também participaram de um ato em frente ao Ministério da Gestão e Inovação (MGI), cobrando a instalação de uma mesa formal de negociação para tratar das pendências do acordo firmado em 2024.
A mobilização reuniu servidores de diversas instituições federais vinculadas à FASUBRA Sindical.
A greve mantém como principais reivindicações a implementação do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), a jornada de 30 horas semanais, a manutenção do plantão 12x60, além de ajustes no plano de carreira e reposicionamento de aposentados.
O sindicato também reforça que segue em discussão a pauta local, com destaque para a redução da jornada no Hospital de Clínicas da UFTM. “Nós seguimos trabalhando também nas pautas locais, principalmente nas 30 horas para os trabalhadores do HC”, destaca Andreza.
Questionada sobre o funcionamento do Hospital de Clínicas e possível impacto aos pacientes, Andreza Cunha afirmou que a unidade tem mantido diálogo com o sindicato e negou prejuízos à assistência. “A administração do HC tem mantido contato com a gente. Inclusive temos reunião agendada para o final de abril. Nenhum paciente foi prejudicado, pois a greve é em toda a UFTM, inclusive no campus Iturama, e a quantidade de profissionais RJU no HC é de cerca de 20% apenas, e nem todos aderiram ainda”, afirmou.
Uma assembleia está prevista para os próximos dias no SINDTTAE/UFTM, onde a categoria deve deliberar sobre a continuidade do envio de representantes ao comando nacional da greve.
A universidade foi procurada, mas não se manifestou até o fechamento desta edição. O espaço segue aberto para posicionamento.