Reportagem do Jornal da Manhã continua recebendo denúncias de dificuldades em obter atendimento do Samu em virtude da falta de ambulâncias, conforme é alegado
Reportagem do Jornal da Manhã continua recebendo denúncias de dificuldades em obter atendimento do Samu em virtude da falta de ambulâncias, conforme é alegado. Nesta terça-feira (3), Isabel Maria de Jesus Lima, de 56 anos, sofreu uma crise de hipertensão e, de acordo com a família, teve de esperar mais de uma hora até ser atendida, porque no telefone de emergência do Samu informavam a falta de ambulâncias.
A filha de Isabel contou ao JM que ela passava muito mal quando ligaram a primeira vez para a emergência do Samu. Por conta da demora em ser atendida, a família procurou o resgate do Corpo de Bombeiros para que Isabel não sofresse alguma complicação por conta da pressão alta, mas a informação é de que apenas o Samu poderia atender neste caso. No entanto, a unidade do Samu chegou à residência por volta de 18h30, quase duas horas depois da primeira chamada, segundo a família de Isabel.
Procurada pela reportagem do Jornal da Manhã, a Secretaria Municipal de Saúde informou que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) está operando normalmente, com uma Unidade de Suporte Avançado (USA) e duas Unidades de Suporte Básico (USB), conforme os critérios do Ministério da Saúde.
“A paciente Isabel Maria de Jesus Lima acionou o serviço às 17h30 na terça-feira (3) e desligou o telefone antes de passar por avaliação do médico regulador. Mesmo assim, o profissional retornou a ligação e verificou o quadro da paciente. Em seguida, o médico informou que todas as viaturas estavam empenhadas naquele momento, mas assegurou que uma ambulância seria encaminhada de imediato tão logo terminasse o atendimento, como aconteceu às 18h19. A paciente já estava a caminho da UPA Abadia, às 18h42, sob os cuidados da equipe do Samu.” Ainda em nota, a Secretaria reforça que é de extrema importância conversar com o médico regulador e fornecer as informações solicitadas pelo profissional, tal como acontece numa consulta presencial. É com base nos dados relatados pelo paciente ou familiar que será destinado o recurso adequado para o socorro.