CIDADE

Paciente com déficit de atenção espera por remédio há três meses

Secretaria de Saúde diz que o indeferimento do processo se deu por falta de comprovante de frequência no tratamento com o psicólogo

Publicado em 05/08/2014 às 21:06Atualizado em 19/12/2022 às 06:34
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Usuário espera por liberação de medicamento pelo Sistema Único de Saúde há mais de três meses. Desde o início do ano, a aposentada Rosimeire Godoy Silva vem enfrentando problemas para conseguir, por meio de processo administrativo, que a Secretaria Municipal de Saúde passe a fornecer ao filho remédio para tratamento de transtorno de déficit de atenção com hiperatividade (TDAH). Segundo informações repassadas para Rosimeire, não há previsão para conclusão do processo e liberação do medicamento.

Entre os vários remédios consumidos pelo filho da aposentada para o tratamento do TDAH está a Ritalina. Por dia, são três comprimidos, um gasto mensal de R$150, que poderia ser retirado do orçamento da família caso o SUS fizesse o repasse. “Esse é único que pode ser oferecido de forma gratuita, os outros ainda tenho de pagar, pois não se enquadram nos critérios. Assim que fiquei sabendo desta possibilidade, comecei a elaboração do processo administrativo, e já tive problemas nesta fase, foram dois meses para que a psiquiatra preenchesse o laudo médico. Somente consegui depois de insistir muito e falar diretamente com o chefe, pois a médica é da Secretaria de Saúde, do Centro de Referência Integral da Criança e do Adolescente, onde ele realiza o tratamento”, explica Rosimeire.

Depois de toda documentação reunida, enfim o pedido foi realizado e o prazo para conclusão era de cerca de dois meses, porém não foi o que aconteceu. “Faz três meses que o processo está em andamento e, na última quinta-feira, fui informada de que os dados colocados pela psiquiatra nos laudos não convenceu a Secretaria de Saúde para o repasse deste medicamento. Por isso será preciso fazer mudanças na documentação”, afirma.

A situação foi questionada por Rosimeire, pois a médica é uma profissional da Secretaria de Saúde e deveria elaborar os laudos de forma que não haja dúvidas. “Tenho a impressão que estão levando o meu processo de qualquer forma, além disso, entendo que, assim como no Caps AD, em que os medicamentos são repassados aos pacientes sem processo, deveria ser no Cria também, pois, assim como eu, várias famílias também possuem dificuldades na compra dos remédios”, destaca a aposentada.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal de Saúde disse que o processo administrativo do filho de Rosimeire foi indeferido pela falta de comprovante de frequência no tratamento com o psicólogo. A secretaria alega que uma equipe da Farmácia de Acolhimento da Secretaria de Saúde ligou para a mãe do paciente e explicou o motivo do indeferimento do processo, mas se prontificou a ajudá-la, pois as pendências são fáceis de resolver. “A SMS aguarda apenas a solução das pendências para o deferimento do processo administrativo. Enquanto isso, foram doadas três caixas do medicamento para que o paciente não fique aguardando. Isso só foi possível porque existia medicamento doado em estoque”, finalizou a nota.

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