CIDADE

Paciente com suspeita de dengue se queixa de atendimento em UPA

De acordo com a mulher do usuário, ele teria recebido medicamentos incompatíveis para quem está com suspeita de dengue, o que é negado pela Secretaria Municipal de Saúde

Geórgia Santos
Publicado em 22/02/2014 às 00:14Atualizado em 19/12/2022 às 08:54
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Usuário questiona atendimento na Unidade de Pronto-Atendimento do bairro São Benedito. O marido da supervisora administrativa Marylia Jasyela do Carmo Porto esteve internado esta semana na unidade e, segundo ela, é um caso confirmado de dengue hemorrágica. Marylia afirma que o marido não foi bem atendido, tomou medicamentos que não deveriam ser receitados para pacientes diagnosticados com dengue e, ainda, mesmo sendo caso de urgência, não foi tratado como tal, tendo dificuldades na transferência para um hospital.

“Procuramos a UPA no dia 15 de fevereiro, quando ele começou a sentir os primeiros sintomas, como febre alta. Na unidade, foi atendido por uma médica que não pediu exames, foi logo receitando medicamentos. Ele tomou Benzetacil na própria unidade e levou para casa uma receita de dipirona. Mas não houve melhoras, a febre continuou alta, ele começou a ter dores no corpo e apareceram manchas vermelhas. Sendo assim, voltamos à unidade, ele realizou um exame com tiras, e naquele instante foi confirmado o diagnóstico de dengue hemorrágica”, explica Marylia.

A supervisora administrativa conta que, logo após a confirmação, o marido foi internado na unidade e solicitada vaga para internação em um hospital. Porém, durante o período em que esteve na UPA, Marylia diz que ficou indignada com o atendimento, mesmo com várias macas vazias, as enfermeiras colocaram o marido em uma cadeira, gerando desconforto, e ainda continuaram a receitar medicamentos que não poderiam ser dados a um paciente com dengue. “Tenho certeza que o caso não teria evoluído se as condições fossem outras, se não tivessem dado Benzetacil e nem mesmo dipirona. Em tempo de dengue, com os sintomas que ele apresentou, todo cuidado é pouco. O atendimento foi péssimo, ao contrário do Hospital Beneficência Portuguesa, para onde foi transferido”, afirma.

Entretanto, nota encaminhada pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde não confirma que este é um caso de dengue, ainda mais do tipo hemorrágico. Seria apenas uma suspeita. Os exames já foram realizados, encaminhados a laboratório e, até o momento, ainda não há resultado. A secretaria garante ainda que não é um caso grave e que o paciente recebeu o devido atendimento, assim como qualquer outro, e foi colocado na cadeira para hidratação, destinada a pessoas com suspeita de dengue. Quanto aos medicamentos, os fornecidos ao paciente são os mesmos usados no protocolo seguido para paciente com suspeita de doença.

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