Denunciante revela que ultrapassou o tempo calculado para jejum e teve que retornar no dia seguinte
Foto/Google Maps
O Ambulatório Milton Toubes é alvo de reclamações sobre atrasos no atendimento novamente. Desta vez, pacientes chegaram a aguardar cerca de 12 horas em jejum para realizarem cadastro na unidade, segundo denúncias encaminhadas ao Jornal da Manhã.
Conforme os relatos, são marcados cerca de cinco pacientes para o mesmo horário, causando superlotação e desordem dos cronogramas. “Minha mãe tem 67 anos, está com jejum há 12 horas. Se passar as 14 horas de jejum, ela perde o exame e vai ter que voltar outro dia”, desabafa a denunciante.
De acordo com especialistas, os exames não podem ser realizados depois do jejum de 14 horas. Após esse período, hormônios do corpo podem começar a funcionar de forma diferente da normalidade como, por exemplo, a glicemia e os triglicerídeos, o que pode comprometer os resultados do exame de sangue, além de ser prejudicial à saúde.
A denunciante ainda relatou que foi informada que o problema seria na Secretaria Municipal de Saúde (SMS), responsável pela marcação dos exames. A pasta marcaria cinco pacientes no intervalo de 15 minutos.
A reportagem do JM entrou em contato com a Universidade de Uberaba (Uniube), responsável pela gestão do ambulatório, e foi informada que a marcação dos exames é feita mediante fila eletrônica, organizada pela SMS.
“Reforçamos que os atendimentos são realizados por meio de agendamentos eletrônicos feitos via Secretaria Municipal de Saúde e que os pacientes são orientados a comparecer ao local somente com 15 minutos de antecedência do horário previamente marcado”, responde, em nota.
O posto de coleta Milton Toubes ainda informa que já estão sendo analisadas reestruturações para que o tempo de espera do paciente seja menor, como o ajuste no quadro de colaboradores e ampliação de serviços, inclusive com a realização dos exames em outras unidades de saúde.
Questionada sobre a demora e o excesso de agendamentos para o mesmo horário, a Secretaria de Saúde ainda não se posicionou. O espaço segue aberto para manifestação.