CIDADE

Pagamentos do Minha Casa a construtoras estão atrasados

Construtoras uberabenses que aderiram ao programa habitacional estão com pagamentos atrasados. Dívida do Governo Federal é referente a serviços já realizados e faturados

Publicado em 13/01/2016 às 07:30Atualizado em 16/12/2022 às 20:32
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Foto/Arquivo

Presidente do Sinduscon de Uberaba, Roberto Veludo, diz que situação de atraso se arrasta desde o início de 2015

Construtoras uberabenses que aderiram ao programa habitacional Minha Casa Minha Vida estão com pagamentos atrasados. A dívida do Governo Federal é referente a serviços já realizados e faturados pelas empresas. De acordo com o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon Uberaba), Roberto Veludo, a situação se arrasta desde o início de 2015.

O dirigente explica que, ao longo de todo o ano passado, o Governo Federal atrasou os pagamentos devidos ou impôs às construtoras a apresentação de novas exigências de documentos, o que foi visto como manobras para protelar o repasse de recursos. “Até o fim do ano, o Governo cortou 50% da verba [destinada ao programa] e enxugou os pagamentos para não ficar totalmente no vermelho. Várias construtoras em Uberaba que prestam serviço de grande escala para a Caixa estão em dificuldades”, afirma.

Uma reunião do Sinduscon com as construtoras deve ser marcada para discutir essa situação entre a última semana de janeiro e a primeira de fevereiro. “A fase 3 está paralisada, sendo que não sabemos quando o Governo vai lançá-la, se vai lançar, em que condições ela virá e se será interessante para o mutuário ou não”, avalia Veludo.

Roberto Veludo afirma que o Sinduscon está conversando com a Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg) e a Confederação Nacional das Indústrias (CNI), visando a união das federações para a confecção de uma carta/manifesto endereçada à presidente Dilma Rousseff, reivindicando novos parâmetros econômicos, como redução da taxa de juros. “Se ela não tomar providências em 2016 nem em 2017, conseguiremos implementar as mudanças que gerem crescimento para o Brasil”, alerta.

Para 2016, o governo estuda realizar mudanças no programa com possibilidade de reajuste da parcela mínima do financiamento da faixa 1, para renda até R$800, de R$25 para R$80. Segundo Veludo, haverá uma redução significativa de novas unidades para esta faixa. A intenção seria criar uma faixa de renda intermediária com subsídio público parcial. “Isso vai dificultar muito a comercialização de casas do programa. Nessas condições, o consumidor pode não querer comprar, porque estamos entrando numa fase de desemprego. Dessa forma, ninguém vai se interessar em comprar a casa própria, apesar da necessidade”, frisa o presidente.

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