Em meio à polêmica dos medicamentos vencidos, a Secretaria Municipal de Saúde é alvo de reclamações devido à falta de remédios por mandado judicial. No dia 10 de novembro, a dona-de-casa Ângela Maria Chagas denunciou que não estava conseguindo obter os remédios para dar continuidade ao tratamento. Após a publicação da matéria, o pai de garota com paralisia cerebral, caso que também foi divulgado com exclusividade no fim do mês de outubro pelo Jornal da Manhã, reforça que a Pasta não entrega medicamento da lista de mandado judicial.
No dia 21 de outubro, Luís Roberto de Freitas procurou a redação do Jornal da Manhã para reclamar que a secretaria estava demorando a atender a um mandado judicial. À época, ele afirmou que a Pasta não oferecia o medicamento há mais 50 dias. A assessoria de imprensa informou que o pai foi orientado a retirar o complemento da lista de medicamentos no mesmo dia da publicação da matéria (21). Mas até o momento isto não ocorreu.
Segundo Luís Roberto, o clonazepam não foi retirado. Assim como o Trileptal. “Até hoje eu não consegui retirar nenhum dos medicamentos que eles haviam falado. Eles informaram pelo jornal, mas não me orientaram. Eu passei na quarta-feira (9) e fui informado de que os medicamentos não estão disponíveis. Uma pessoa me falou que até agora não chegaram”, reclama.
Naquele momento, a secretaria posicionou que o Trileptal foi solicitado por meio do pregão 46/2011, que foi concluído no primeiro semestre do ano. Porém, nenhuma empresa se candidatou a fornecer o medicamento. E também estava empenhada para o cumprimento das determinações judiciais. Na lista estão os seguintes itens: suplemento alimentar, clonazepam gotas, Trileptal e fraldas.
Diante dessas informações, a secretaria se posiciona, por meio de sua assessoria de imprensa, que o processo judicial da filha de Luís Roberto de Freitas houve um problema com o fornecedor do clonazepam gotas. Entretanto, a situação foi solucionada e a equipe já vai entrar em contato com o pai da paciente, ainda esta semana, para retirar o medicamento, que já está disponível.
A secretaria informa também que não houve qualquer interrupção no fornecimento do suplemento alimentar e das fraldas, sendo que a cota de novembro estaria liberada a partir desta sexta-feira (18), sendo necessário apresentar a receita do mês.
Em relação ao Trileptal, a administração manteve a mesma informação de que nenhuma empresa se candidatou para fornecer o medicamento no pregão realizado no início do ano.