CIDADE

Pais de aluna de seis anos acusam escola de abandono de incapaz

Problemas começaram na segunda-feira (1º), quando a mãe foi buscar sua filha na escola e informaram que outra pessoa já a havia buscado

Luiz Gustavo Rezende
Publicado em 02/04/2019 às 22:50Atualizado em 17/12/2022 às 19:34
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Foto/Reprodução

Boletim de ocorrência foi lavrado para garantir os direitos do casal, acusado de racismo contra funcionária da escola

Pais de aluna da rede pública reclamaram de falta de atenção devida e abandono de incapaz por parte de professoras da escola Reis Júnior, localizada no bairro Jardim Espírito Santo. O casal M.M.R., pai, e L.S.B., a mãe, esteve na sede do Jornal da Manhã, na manhã de ontem, onde fez os relatos. 

Os problemas começaram na segunda-feira (1º), quando a mãe foi buscar sua filha no final do expediente da aula. Segundo o casal, L.S.B. foi informada por duas mulheres, uma professora e outra cuidadora do portão, que a filha havia sido levada por outra mulher de cabelos curtos. Após essa informação, a mãe ficou apavorada e entrou na escola para procurar a filha.

Certo tempo depois, após buscas no interior da escola, a filha foi localizada do lado de fora da escola. De acordo com o casal, após perguntarem à filha, de seis anos, sobre o que aconteceu, a filha respondeu que a professora havia pedido para que ela esperasse na calçada, do lado de fora da escola.

Após o ocorrido, a mãe voltou à escola, acompanhada do marido, ontem de manhã. Eles afirmaram que, ao chegar à sala da diretora, viram um bilhete redigido a mão pela coordenadora da escola, afirmando que a mãe da aluna proferiu palavras com agressões racistas contra a cuidadora que estava no portão. Após a acusação de racismo, os pais conversaram com a cuidadora, que negou as ofensas racistas.

Diante da acusação de racismo, desmentida, os pais pegaram uma cópia do documento escrito a mão, na escola, que, segundo eles, foi assinado por pessoas que não presenciaram o ocorrido, e se dirigiram até a Área Integrada de Segurança Pública (Aisp) localizada no bairro Olinda, onde lavraram o boletim de ocorrência (BO).

A reportagem manteve contato com o pai da aluna, que tem seis anos de idade – às 14h, ele já havia enviado cópia do BO –, que afirmou que estava na Delegacia de Polícia Civil, onde iria representar ação junto à autoridade policial. 

PMU diz que situação foi contornada e aluna continua frequentando a escola. A Prefeitura Municipal de Uberaba (PMU), por meio de nota, afirma que, “após diálogo com manifestação das partes e esclarecimentos mútuos devidos, a situação foi contornada e que a menina continua matriculada, inclusive foi à aula normalmente hoje [ontem]”, afirma. A PMU disse que a inspetora estava no portão no momento do mal-entendido. E que a criança, aos seus olhos, brincando de esconde-esconde. No local, além da inspetora, havia seis outros colaboradores no horário de saída (coordenadores entregando crianças aos responsáveis). O documento diz, ainda, que nenhuma criança é entregue a pessoa não-autorizada ou responsável e garantiu que uma reunião será realizada com o corpo de colaboradores.

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