Questionado sobre o armamento da Guarda Municipal (GM) de Uberaba, o tenente-coronel Waldimir Soares Ferreira, comandante do 4º Batalhão da Polícia Militar, disse à reportagem do Jornal da Manhã que “a questão nossa é legal. Há previsão legal para que possam estar armados. Desde que tenham plenas condições de operar o armamento, isso é obviamente uma preocupação institucional. O prefeito está bem ciente disso, tivemos oportunidade de falar sobre o assunto com seus assessores, no sentido da necessidade do preparo do profissional e treinamento específico”, afirmou o comandante.
“A nossa realidade hoje é que as forças de segurança, seja em nível municipal, estadual ou federal, devem estar preparadas para a criminalidade que enfrentam. O que vemos é que a Guarda não se sente segura agindo somente com o Taser, armamento de menor poder ofensivo. As ocorrências são dinâmicas. Não há como dizer que as ocorrências atendidas pela GM serão sempre simples. A sociedade os identifica como autoridade que são em determinados assuntos e começa a cobrar posturas. Algumas prisões são realizadas utilizando apenas a Taser e de certa forma com grande risco. Muitas delas poderiam ter desfecho trágico se a outra parte, o autor detido, estivesse armada com arma de fogo”, explicou Waldimir.
“Uma coisa é o marginal saber que a GM não tem arma e não irá necessariamente usar um instrumento letal contra ele. Outra coisa é saber que, agora, a instituição está armada e poderá agir com força letal contra ele, ou seja, a questão da visão de resposta também pode mudar. Pode ser que, a partir do armamento, a ideia de também estar armado possa permear o pensamento do marginal para que ele esteja preparado para enfrentar aquela força”, disse o comandante.