Salário mínimo para o ano que vem ficará em R$945,80. O valor consta do projeto do Orçamento Geral da União de 2017, enviado pelo governo ao Congresso Nacional. O aumento foi de 7,48%, que é a variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).
De acordo com a economista Marcia Moreno, toda medida econômica tem dois lados, de quem paga e de quem recebe. Para os empresários, o valor estipulado para o salário mínimo é um pouco elevado, uma vez que a inflação estimada para o ano que vem é de 4,8%. Já para quem recebe continua sendo um salário mínimo baixo e incompatível com as necessidades do cidadão.
Além disso, vale lembrar que o aumento no salário mínimo não vem sozinho, outros custos aumentam junto. “Para o empresário, vêm junto todas as despesas decorrências do salário mínimo, como os encargos sociais, e para o poder público o aumento também é considerável”, explica Marcia. Os custos para o cidadão também aumentam, existem serviços que acompanham o reajuste do salário mínimo e deverão estar mais caros. Assim, Marcia destaca que o brasileiro deve “torcer” para que os investimentos voltem a ser feitos no Brasil e o capital deixe de ser tão volátil e acredite realmente que o país tomará novo fôlego e haverá aumento real da economia com a melhora da credibilidade em 2017.
A economista comentou também sobre a perspectiva do setor com a mudança do presidente da República. “Ainda é cedo para falar algo. O mercado age por especulação, expectativa, mas logo toma consciência do que está acontecendo. As reformas, por exemplo, são medidas urgentes, não é possível mais segurar”, relata Marcia Moreno.