A pauta de reivindicações dos técnico-administrativos das universidades federais foi entregue em fevereiro deste ano ao governo federal
Em greve há 100 dias, técnico-administrativos da Universidade Federal do Triângulo Mineiro realizam manifestação em prédio da instituição. A fim de chamar a atenção, principalmente da reitora da UFTM, Ana Lúcia de Assis Simões, para que declarasse apoio formal ao movimento, ontem um grupo de grevistas interditou a passagem, evitando o acesso de trabalhadores e estudantes ao prédio localizado no bairro Universitário.
A pauta de reivindicações dos técnico-administrativos das universidades federais foi entregue em fevereiro deste ano ao governo federal, não houve avanços e, por isso, em maio foi deflagrada greve por tempo indeterminado. E já se passaram meses e a situação continua a mesma.
“Tivemos algumas reuniões para negociação, mas o governo não apresenta propostas que contemplem as reivindicações da categoria, por isso ainda realizamos manifestações. Essa é uma ação que está acontecendo em todo país, chamada de ‘setembro roxo’, pela nossa insatisfação. A orientação que recebemos do comando nacional de greve foi para chamar a atenção, inclusive dos colegas que não aderiram à greve, e, além disso, da reitoria e do governo federal. Por isso, fechamos o acesso, esperando que a reitora da UFTM aparecesse e nos declarasse apoio”, afirma a presidente do Sindicato dos Trabalhadores Técnico-administrativos em Educação das Instituições Federais de Ensino Superior de Uberaba, Simea Aparecida.
A Polícia Militar também esteve no prédio da universidade para garantir a segurança e conversou com os grevistas para que não impedissem funcionários que não participam do movimento de trabalhar. A manifestação continuou e um boletim de ocorrência foi lavrado.
A reitora da UFTM, Ana Lúcia de Assis Simões, esteve no local para conversar com o grupo, mas não garantiu a emissão de um documento anunciando apoio aos servidores. “Realmente estão em greve há muito tempo e reivindicam melhores condições de trabalho e questões salariais. Entendemos que possuem direito a greve e o meu papel é fazer a gestão neste momento, de forma que a universidade mantenha o funcionamento. Com relação à carta de apoio, vou me reunir com a equipe, fazer uma análise jurídica para estudar a viabilidade desta carta”, afirma. Assim, deste posicionamento o grupo decidiu por manter a manifestação, alegando que somente parariam quando tivessem o apoio declarado da reitoria da UFTM.