Moradores do bairro Beija-Flor reclamam de poeira gerada por obra para construção de loteamento na região. Há cerca de cinco dias as pessoas que moram próximo a esta obra vêm passando pelo incômodo, com as residências tomadas pela terra. Todos entendem que os transtornos são inevitáveis, mas pedem para que sejam adotadas medidas que amenizem a situação, e afirmam que a reivindicação já foi feita à construtora.
De acordo com o inspetor de segurança, Eder Alves dos Santos, a nuvem de poeira invade as casas, deixando todos os cômodos em péssimo estado. “Limpar a casa é um resserviço. Em poucas horas fica tudo sujo de novo. Além da preocupação com a saúde. Tenho crianças em casa, dois recém-nascidos e essa poeira toda, com certeza, é terrível para eles. Sei que a obra é necessária, são novas casas, mas poderiam nos ajudar. Ao menos jogar água na terra para evitar essa poeira. Já pedi para que fizessem isso, mas não nos atenderam e o incômodo continua”, explica Eder, ressaltando que ainda não saiu de casa, pois não tem outro local que pudesse ficar.
Já o técnico multifuncional Douglas José Marcos, conta que não suportou este incômodo e saiu de casa. Nos últimos dias está morando com parentes até que amenize a situação. “Nunca imaginei ter de sair de casa por conta de um transtorno como esse. Em poucos dias que fiquei fora é impressionante a sujeira que está minha residência. A garagem está imunda, os móveis do quintal estão cheios de terra e até mesmo dentro de casa, com a porta trancada o dia todo, tem sujeira. Isso não é certo. Eu também tenho um bebê em casa, e por isso estou passando alguns dias na casa da minha sogra. Fico preocupado com a saúde dele”, afirma o técnico.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã entrou em contato com a construtora e, de acordo com a nota encaminhada, já estão sendo adotadas medidas para amenizar a poeira gerada pela obra. A empresa está mobilizando mais caminhões pipa para jogar água no local. No sábado passado, um caminhão já esteve no canteiro de obras. E ainda será feito um acesso com cascalho para a movimentação interna, evitando o transtorno aos moradores.