Projeto Juventude Roceira retoma oficinas nesta quarta-feira e prepara encontro de poesias autorais para dezembro
As histórias e experiências de estudantes da zona rural de Uberaba vão sair do papel para uma disputa de poesia falada. O projeto Juventude Roceira retoma nesta quarta-feira (14) as oficinas nas escolas do campo, com atividades de escrita e apresentação de textos autorais. A formação prepara os alunos para o 1º Slam Interescolar Rural de Uberaba, previsto para dezembro.
Juventude Roceira na E. M. Totonho de Morais (2).HEIC (Foto/Ana Laura Basílio)
Juventude Roceira na E.M. Frederico Peiró, em Peirópolis.HEIC (Foto/Ana Laura Basílio)
Primeira oficina do Juventude Roceira na E.M. José Marcus Cherém, na Capelinha.José Marcus Cherém, na Capelinha (Foto/Ana Laura Basílio)
Juventude Roceira na E.M Gastão Mesquita, no bairro rural Ponte Alta.M Gastão Mesquita, no bairro rural Ponte Alta (Foto/Ana Laura Basílio)
Conhecido como slam, o formato reúne autores que apresentam suas próprias poesias diante do público. Nas oficinas, os estudantes aprendem a trabalhar o texto, a voz e a expressão corporal, tendo como ponto de partida o lugar onde vivem, suas referências e o que desejam contar. Antes do encontro interescolar, cada escola terá uma batalha para escolher seu representante.
À frente da iniciativa está a escritora e arte-educadora Luciene Oliveira, que cresceu na zona rural de Uberaba e estudou na Escola Municipal Totonho de Morais, uma das participantes. O retorno à escola como oficineira aproxima sua trajetória da proposta de incentivar os alunos a reconhecerem suas próprias vivências como matéria-prima para a literatura.
Luciene tem livro publicado, já representou Uberaba no Slam MG e conduz o Slam Pangeia. Segundo ela, o projeto busca ampliar o acesso dos jovens do campo à poesia e estimular a criatividade, a expressão oral e a escrita. “A iniciativa propõe o slam como ferramenta pedagógica, artística e social”, afirma.
A primeira rodada de oficinas passou pelas escolas municipais Totonho de Morais, Gastão Mesquita Filho, José Marcus Cherém e Frederico Peiró. Os alunos conheceram a história do slam, assistiram a referências de apresentações e começaram a produzir seus próprios poemas em exercícios de escrita criativa.
Neste mês, o trabalho avança para a leitura em voz alta e a apresentação dos textos, com exercícios de expressão corporal e performance. O cronograma informado pela organização prevê encontros na Gastão Mesquita Filho nesta quarta-feira (14), na Maria Carolina Mendes na segunda-feira (19) e na Frederico Peiró no dia 26. As três oficinas serão realizadas das 7h50 às 9h30.
Também participa da formação o professor e escritor Alessandro Dornelos, fundador do Slam Ondaka, em atividade desde 2017 no Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba. Para ele, o trabalho nas escolas abre espaço para que a juventude rural tenha suas experiências reconhecidas e compartilhadas por meio da poesia.
Em novembro, os estudantes apresentarão os textos nas batalhas de cada escola. Os vencedores seguirão para o encontro interescolar de dezembro, reunindo no mesmo palco as vozes trabalhadas ao longo da formação.