Em meio às discussões sobre o Dia Internacional da Mulher, a Polícia Federal investiga um crime cometido cada vez mais
Polícia Federal em Uberaba trabalha em investigações de assédio a menores por meio da internet. Em meio às discussões sobre o Dia Internacional da Mulher, em que um dos temas principais é a violência doméstica praticada contra mulheres, a delegada-chefe da Polícia Federal, Karen Cristina Dunder, entende que atitudes como esta são inaceitáveis, assim como o assédio a menores, um crime que vem sendo cometido envolvendo meninas, em que o aliciador está usando a internet para ter contato.
Segundo a delegada, a Polícia Federal não tem tanta atuação com relação à violência contra a mulher quanto a Polícia Civil, mas existem alguns casos sérios relacionados ao assunto que a PF também apura, como, por exemplo, o tráfico de pessoas para prostituição em outros países e, também, de pedofilia com meninas, o que infelizmente está cada vez mais comum. “Hoje, na delegacia em Uberaba, temos vários casos envolvendo o abuso contra menores por meio da internet, e na maioria das vezes são meninas ingênuas que se iludem. E esses assediadores são preparados, possuem um método, com conversas, para deixar essas crianças vulneráveis”, explica.
A internet, segundo Karen, traz o mundo para sua casa, e as meninas ficam sujeitas a todos os tipos de pensamento e pessoas, inclusive aquelas que estão determinadas a praticar crimes, que possuem habilidade na conversa e que transforma as vítimas em escravas, ameaçando a contar aos pais toda a conversa, a mostrar as imagens íntimas. “Por isso é muito importante que os pais acompanhem os filhos na internet, não apenas no computador de casa, como também no celular”, orienta Karen.
Portanto, para a delegada-chefe da PF, ao mesmo tempo em que as redes sociais trouxeram benefícios à população, com facilidade de comunicação e divulgação de ideias, também tem um lado ruim, as pessoas se expõem demais na rede, principalmente as adolescentes, que ficam vulneráveis, se tornando alvos fáceis para esse tipo de criminoso. “Aqui, em Uberaba, uma cidade tranquila, de interior, a gente não imagina que esse tipo de assédio acontece, mas infelizmente ele existe”, finaliza.