CIDADE

População reclama de buracos, mas operação só depois do dia 20

Moradores do Uberaba 1 estão indignados com o serviço de tapa-buracos da PMU, que estaria relegando algumas ruas ao 2º plano.

Marilu Teixeira
Publicado em 03/08/2018 às 10:18Atualizado em 20/12/2022 às 14:21
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Moradores do conjunto Uberaba 1 estão indignados com o serviço de tapa-buracos da Prefeitura. De acordo com eles, a administração municipal está relegando algumas ruas ao segundo plano, protelando o serviço de recapeamento asfáltico em prejuízo da população.

O comerciante Pedro de Jesus Silva conta que não suporta mais as reclamações de seus fregueses. “Cada carro ou ônibus que passa na rua é um banho de lama que o cliente recebe”, conta. De acordo com ele, a Prefeitura realizou o serviço na avenida Djalma Castro Alves e em um pedaço da Rahif Esper Sallun, antiga rua H. Entretanto, parte dela ficou como estava: cheia de buracos e sem condições de trafegabilidade. “Já telefonamos várias vezes para a Secretaria de Infraestrutura e sempre dizem que vão fazer o serviço, mas até agora nada”, afirma o comerciante, lembrando que o recapeamento de parte da rua foi feito antes do Natal. De acordo com Pedro de Jesus, na secretaria a ligação é passada para várias pessoas, pelo menos seis, e os buracos só estão aumentando enquanto enrolam o contribuinte. O problema maior está entre os números 729 e 900, na divisa dos conjuntos Uberaba 1 e Primavera, onde a rua está quase intransitável.

Wilson Franco, responsável pelo serviço de tapa-buracos da Secretaria de Infraestrutura, conhece o problema. Entretanto, nada pode fazer por enquanto. De acordo com ele, as usinas não estão produzindo asfalto nesse período de chuvas.

A expectativa é de que elas passem a usinar a partir do dia 20, quando será possível restabelecer, efetivamente, o serviço de tapa-buracos. Por enquanto, segundo Wilson, o setor está tentando amenizar o problema tapando os buracos das ruas principais, com maior fluxo de veículos e ônibus coletivo, com brita e pedriscos. De acordo com ele, a partir da estiagem das chuvas, a pasta colocará várias frentes de trabalho, até nos fins de semana, para solucionar o problema. “Hoje não adianta arrumar. Se usa massa fria, a chuva leva e a gente perde o produto”, justifica, acrescentando que massa quente não pode ser usado com o asfalto molhado porque não adere.

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