Em plena greve dos trabalhadores e ante o problema com o poço profundo do Centro de Reservação 10, o Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau) vê crescerem novamente as chances de ser alvo de uma Comissão Especial de Investigação na Câmara. A proposta, que nasceu no palanque oficial da parada de 7 de Setembro e foi abraçada pelos vereadores Marcelo Borjão (sem partido) e Itamar Ribeiro de Rezende (DEM) – tendo conquistado posteriormente o apoio de João Gilberto Ripposati –, continua sendo discutida nos bastidores da Casa.
Borjão reitera que tem documentos importantes que justificam a CEI, mas pondera que até efetivar sua nova filiação – o que deve acontecer na quinta-feira, 6 – não deve tratar deste assunto. No entanto, ele promete para o dia seguinte sentar-se com os colegas para traçarem juntos uma estratégia a fim de obter mais dois apoios indispensáveis para a proposta tramitar na Câmara. Para ele, a comissão só não sai se os demais vereadores não quiserem ou, na pior das hipóteses, o Legislativo ficará desprestigiado se o Ministério Público resolver agir.
Ainda ontem, pouco antes do final da reunião plenária, dirigentes do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Purificação e Distribuição de Água e Serviços de Esgotos de Uberaba (Sindae) estiveram na Casa para expor a insatisfação quanto à inexistência de propostas que contemplem a categoria, ávida por melhores salários. Portando faixas com os dizeres “Chega de descaso político que leva os funcionários do Codau ao caos social”, o grupo solicitou apoio dos vereadores para a demanda.
Eles foram convidados a voltar em outro dia e participar da Tribuna Livre, onde “terão espaço para suas manifestações na tentativa de ser atendidos em seus pedidos”, disse o presidente da CMU, Luiz Dutra (PDT).