Jairo Chagas
Fiscais de Posturas e Guarda Municipal lacraram as portas do Circo Moscou por falta de documentação
Circo de Moscou, instalado em Uberaba há menos de uma semana, foi interditado por falta de alvará de segurança. Depois de várias notificações, os fiscais do Departamento de Posturas, os agentes da Guarda Municipal e a Polícia Militar estiveram no local na noite de segunda-feira para fechar as portas e impedir a realização de novas apresentações. O fato gerou polêmica e bastante discussão, principalmente por parte das pessoas que haviam comprado ingresso para assistir ao espetáculo.
De acordo com o secretário de Trânsito e Transporte, Emmanuel Kappel, essa não é a primeira vez que o Circo de Moscou é interditado em um município por falta de documentação. Em Uberlândia aconteceu a mesma situação, tanto que houve o contato do Corpo de Bombeiros daquela cidade com os militares de Uberaba. Desta forma, os bombeiros estiveram no local em que o circo está instalado na cidade – no Parque Fernando Costa – e questionaram os proprietários sobre o alvará de segurança, que é emitido a partir da apresentação de projetos e uma vistoria, garantindo que o estabelecimento é realmente seguro, principalmente por se tratar de uma atração em que grande parte do público é de crianças. Porém, eles não apresentaram o documento e houve uma notificação. Vale lembrar que é preciso solicitar o alvará aos bombeiros com um prazo de 10 dias de antecedência do início das atividades, para que seja possível realizar as devidas vistorias e o público não acabar prejudicado.
Portanto, se não existe o alvará de segurança, também não existe o emitido pela Prefeitura, pois o documento somente é entregue a partir da autorização do Corpo de Bombeiros e também da Polícia Militar. Então, os fiscais do Departamento de Posturas foram até o local, pediram a documentação, e, como não foi apresentada, os proprietários receberam uma notificação da Prefeitura, determinando que o circo não poderia funcionar desta forma. O grupo não seguiu as orientações, continuou com as atividades de divulgação e com os espetáculos. “O Departamento de Posturas esteve no local, fechou as portas e ainda aplicou multa. Tomamos essa atitude pensando na segurança das pessoas, por isto peço a compreensão daquelas que não puderam assistir ao espetáculo”, afirma Kappel.
Indignação. A atendente Ana Carolina dos Santos Azevedo era uma das pessoas que aguardavam na fila para assistir à apresentação na noite de segunda-feira. Ela ficou indignada com a situação. “As crianças ficaram tristes por não poder assistir ao espetáculo, os proprietários do circo deveriam estar com a documentação em dia, pois, além de trazer riscos ao público, também deixaram as crianças desoladas, elas não compreendem a burocracia para funcionamento do circo, querem é assistir ao show. Acho que se não têm documentos, nem deveriam abrir as portas”, afirma a atendente.
Ainda segundo Kappel, a Associação Brasileira dos Criadores de Gado Zebu também tomou medidas quanto ao fato, pois o circo estava instalado nas dependências do Parque Fernando Costa. A ABCZ fez um boletim de ocorrência, cancelando o contrato com os proprietários do circo, e pediu para que saíssem do local.