NAS ALTURAS

Preço do diesel sobe 27,6% nos postos de Uberaba em três semanas

Os percentuais praticados em Uberaba são maiores que os reajustes dos valores médios em nível nacional na comparação com levantamento da ANP

Publicado em 21/03/2026 às 12:29
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(Foto/Fundação Procon/Uberaba)

O preço dos combustíveis em Uberaba segue a tendência nacional e sobe pela terceira semana consecutiva em reflexo à crise global do setor de energia, desencadeada pelo conflito no Oriente Médio. O óleo diesel e o diesel S10 são os mais impactados, mas a gasolina também apresenta variação significativa desde 26 de fevereiro, conforme se pode constatar em pesquisa realizada pela Fundação Procon nos postos do perímetro urbano de Uberaba.

Na comparação do levantamento realizado em 26 de fevereiro com o de sexta-feira (20), o preço médio do diesel nos postos de Uberaba apresentou variação de 27,6%, saltando de R$5,87, no fim do mês passado, para R$7,49 agora. O diesel S10 saiu de R$6,02 para R$7,32, com variação de 21,59%.

O reajuste nos postos de Uberaba é maior do que o registrado na média nacional, segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Nas últimas três semanas, o preço médio do diesel no país aumentou 20,4%, saltando de R$6,03 para R$7,26.

A gasolina nos postos de Uberaba teve o preço reajustado em 15,57% desde que começou a guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Na última semana do mês passado, o combustível era comercializado a R$5,97, em média, e agora está a R$6,09.

Mais uma vez, o percentual aplicado na cidade é muito superior ao que se constata no restante do país, apesar de os valores praticados serem menores. O levantamento da ANP aponta que o preço médio da gasolina aumentou 5,9% no período, passando de R$6,28 para R$6,65.

Na última semana, segundo o levantamento do Procon local, todos os combustíveis apresentaram variação positiva de preços nos postos da cidade. O etanol subiu 0,46%, de R$4,38 para R$4,40; a gasolina, 0,66%, de R$6.05 para R$9,09; a gasolina aditivada foi reajustada em 0,95%, passando de R$6,29 para R$6,35.

O destaque continua sendo o diesel, que foi reajustado na semana de 12 a 20 de março em 4,76%, saltando de R$7,15 para R$7,49, e o diesel S10 teve aplicado 3,39% no preço médio, indo de R$7,08 para R$7,32.   

Caminhoneiros descartam greve e governose mexe para tentar conter os efeitos da crise

Na última semana, a alta de preços do diesel levou a uma ameaça de greve de caminhoneiros. No entanto, em assembleia realizada na quinta-feira (19), as lideranças da categoria decidiram não realizar a paralisação, mantendo diálogo com as autoridades, que têm se movimentado para tentar conter os efeitos internos da crise global.

Na sexta-feira (20), foi divulgada a tabela de preços do diesel para o programa de subvenção do governo Lula, que é uma das medidas criadas para enfrentar a crise. O subsídio para produtores e importadores faz parte de um pacote mais amplo de medidas, que também zerou o PIS e a Cofins do óleo diesel e instituiu um imposto de exportação de petróleo.

Além das medidas já assinadas, na semana que passou o Ministério da Fazenda também propôs aos estados a isenção de ICMS sobre a importação de diesel, mediante uma compensação federal que cobriria 50% do impacto da medida. O custo é estimado em R$3 bilhões para a União e o mesmo valor para os estados, considerando dois meses de duração da medida.

A isenção iria até 31 de maio, com o objetivo de reduzir barreiras e garantir o abastecimento do mercado interno, diante de relatos de alguns estados sobre a falta de diesel nos postos. Por isso, a ação seria direcionada apenas aos importadores do combustível.

A proposta da Fazenda encontra mais resistência técnica do que política por parte dos estados, que são os responsáveis pelo ICMS, e os entraves são considerados relevantes.

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