CIDADE

Prefeitura de Delta vai questionar SUS Fácil na Justiça por morte

Segundo a prefeita de Delta, Lauzita Rezende, além de instaurar processo administrativo para apurar os fatos, o caso será levado à Justiça, com o intuito de questionar o Sistema SUS Fácil

Geórgia Santos
Publicado em 17/05/2015 às 13:08Atualizado em 17/12/2022 às 00:07
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Caso da gestante de sete meses que morreu em Delta, em decorrência de espera por vaga em hospital de Uberaba, será apresentado ao Ministério Público. De acordo com a prefeita de Delta, Lauzita Rezende, além de instaurar processo administrativo para apurar os fatos, o caso será levado à Justiça, com o intuito de questionar o Sistema SUS Fácil, a partir da dificuldade de realizar a transferência da paciente.

Mais uma vez, a prefeita lamentou o fato, mas disse que situações como esta fazem com que o Município cobre mais pelos direitos de cidades menores. “Quando acontece algum problema pela falta de médicos, medicamentos ou equipe para atender o paciente, o Município deve ser punido, mas, quando isso acontece por que o sistema não funcionou, é triste. Por isso vamos tomar as providências necessárias, tanto na Prefeitura, para apurar os fatos, como também diante do relatório que já temos. Vamos apresentar o caso à promotoria, para que seja avaliado o sistema do SUS Fácil”, diz.

Lauzita afirma, ainda, que a burocracia gerou problemas no atendimento dessa paciente. Em outros tempos, quando não existia o sistema, o médico apenas informava o hospital de que estava encaminhando um paciente em estado grave, que se encaixa na Vaga Zero. “Nesse caso foi preciso entrar em contato com o médico regulador. Os médicos ligaram às 5h30 e foram orientados a tentar estabilizar a paciente. Mas, por volta de 6h, a central de regulação inseriu a paciente no sistema, informando sobre o caso, e somente depois de uma hora encontraram uma vaga; e isso por que o médico ligou diretamente no Mário Palmério Hospital Universitário”, explica Lauzita.  

Quando questionada sobre o motivo pelo qual a equipe não encaminhou a paciente para algum hospital de Uberaba, mesmo sem a garantia da vaga, já que se tratava de um caso grave e sendo atendida no pronto atendimento, Lauzita afirma que o médico tinha de seguir protocolos. “Com certeza, o médico vai se posicionar, explicar o que aconteceu, mas ele me disse que teve de seguir esse ‘bendito’ protocolo, que quem está na base sabe que ele é falho”, afirma.

Para finalizar, Lauzita que também é presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Grande (Cisvalegran), destaca que vários outros municípios enfrentam problemas com o sistema SUS Fácil.

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