Segundo a prefeita de Delta, Lauzita Rezende, além de instaurar processo administrativo para apurar os fatos, o caso será levado à Justiça, com o intuito de questionar o Sistema SUS Fácil
Caso da gestante de sete meses que morreu em Delta, em decorrência de espera por vaga em hospital de Uberaba, será apresentado ao Ministério Público. De acordo com a prefeita de Delta, Lauzita Rezende, além de instaurar processo administrativo para apurar os fatos, o caso será levado à Justiça, com o intuito de questionar o Sistema SUS Fácil, a partir da dificuldade de realizar a transferência da paciente.
Mais uma vez, a prefeita lamentou o fato, mas disse que situações como esta fazem com que o Município cobre mais pelos direitos de cidades menores. “Quando acontece algum problema pela falta de médicos, medicamentos ou equipe para atender o paciente, o Município deve ser punido, mas, quando isso acontece por que o sistema não funcionou, é triste. Por isso vamos tomar as providências necessárias, tanto na Prefeitura, para apurar os fatos, como também diante do relatório que já temos. Vamos apresentar o caso à promotoria, para que seja avaliado o sistema do SUS Fácil”, diz.
Lauzita afirma, ainda, que a burocracia gerou problemas no atendimento dessa paciente. Em outros tempos, quando não existia o sistema, o médico apenas informava o hospital de que estava encaminhando um paciente em estado grave, que se encaixa na Vaga Zero. “Nesse caso foi preciso entrar em contato com o médico regulador. Os médicos ligaram às 5h30 e foram orientados a tentar estabilizar a paciente. Mas, por volta de 6h, a central de regulação inseriu a paciente no sistema, informando sobre o caso, e somente depois de uma hora encontraram uma vaga; e isso por que o médico ligou diretamente no Mário Palmério Hospital Universitário”, explica Lauzita.
Quando questionada sobre o motivo pelo qual a equipe não encaminhou a paciente para algum hospital de Uberaba, mesmo sem a garantia da vaga, já que se tratava de um caso grave e sendo atendida no pronto atendimento, Lauzita afirma que o médico tinha de seguir protocolos. “Com certeza, o médico vai se posicionar, explicar o que aconteceu, mas ele me disse que teve de seguir esse ‘bendito’ protocolo, que quem está na base sabe que ele é falho”, afirma.
Para finalizar, Lauzita que também é presidente do Consórcio Intermunicipal de Saúde do Vale do Rio Grande (Cisvalegran), destaca que vários outros municípios enfrentam problemas com o sistema SUS Fácil.