Foto/Sandro Neves
Na semana passada a Ceasa foi alvo de furto e arrombamento de várias lojas, e o prefeito foi ao Ministério da Agricultura propor a municipalização da unidade
A segurança da unidade de Uberaba da Central de Abastecimento do Vale do Rio Grande (Ceasa) pode ser bancada pelos permissionários do local. O secretário-adjunto de Desenvolvimento do Agronegócio, Carlos Dalberto Júnior, em entrevista ao JM News 1ª Edição, na Rádio JM FM 95,5MHz, disse que em outras cidades, como Ribeirão Preto (SP) e Campinas (SP), os próprios comerciantes mantêm os vigias.
A secretaria espera resposta do Ministério da Agricultura sobre a proposta apresentada pela administração de municipalizar a gestão da unidade da Ceasa local, que existe há mais de 30 anos. “Em Ribeirão Preto e Campinas, as gestões começaram a funcionar a partir do momento em que cada um fez a sua parte. Mas, aqui, espera-se apenas que a Prefeitura faça tudo”, lamentou. Hoje, os condôminos pagam pela utilização do espaço para comercialização dos hortifrutigranjeiros (o condomínio), que consiste no rateio da limpeza e consumo de energia do local. Carlos Dalberto informou que não há padrão individual para aferir o consumo de energia de cada loja. “É feito um rateio, conforme o metro quadrado, que é utilizado pelo condômino da Ceasa”, explicou.
Ele revelou que o convênio com a Ceasa/Minas foi expirado em dezembro do ano passado e ainda não foi renovado. “Entendemos que a proposta é acabar com a unidade de Uberaba e concentrar tudo em Uberlândia. Se isto realmente acontecer, haverá um prejuízo enorme para os produtores locais”, afirmou. Para Carlos Dalberto Júnior, o funcionamento da Ceasa é fundamental para a comunidade uberabense, mais especificamente para pequenos e microprodutores.