Flávio Roscoe afirma que alta da carga tributária recai sobre o consumidor e avalia que cenário eleitoral dificulta discussões de longo prazo.

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Em passagem por Uberaba, o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe Nogueira, avaliou 2025 como um ano desafiador para o setor produtivo, marcado pelo aumento de impostos, e alertou que a proximidade das eleições tende a tornar o debate público mais populista, com pouca discussão sobre pautas estruturais para o país.
Em entrevista ao Jornal da Manhã, Flávio Roscoe afirmou que o aumento da tributação acaba sendo pago pela população, e não apenas pelas empresas, como parte do discurso público costuma sugerir.
“Foi um ano de muitos desafios, muitas mudanças, principalmente no aumento de tributação e a população, com certeza, está pagando o preço disso. Parece que as empresas que vão pagar por isso, mas não é. É o consumidor que paga”, afirmou.
Segundo o presidente da Fiemg, os impostos são incorporados aos custos dos produtos e serviços, o que impacta diretamente o valor final pago pela população. Ele também criticou a narrativa de que a elevação da arrecadação afeta apenas os empresários.
“Tem uma mania de se dizer que aumentou o imposto do empresário. Mas é mentira, o imposto aumenta o valor do que a população paga”, disse. Para ele, esse cenário torna o ambiente de negócios mais complexo.
Flávio Roscoe também demonstrou preocupação com o contexto político. De acordo com o dirigente, a proximidade do período eleitoral tende a intensificar discursos populistas, em detrimento de debates sobre o desenvolvimento do país no longo prazo.
“Agora com a chegada das eleições o debate tende a ficar ainda mais populista e falta pauta que discute Brasil e ações de longo prazo. Isso é uma das nossas preocupações”, ressaltou.
Ao final, o presidente da Fiemg avaliou que o aumento da burocracia e das exigências impostas ao setor produtivo reduz as oportunidades para a sociedade como um todo.
“Ao dificultar o trabalho do setor produtivo, aumentar a burocracia, tudo isso resulta em menos oportunidades para a sociedade. São maiores custos em produtos e serviços adquiridos e temos que mudar essa mentalidade brasileira de excesso de controle, excesso de fiscalização e excesso de burocracia”, concluiu.