
Em visita a Uberaba, onde participou da solenidade oficial de abertura da 10ª ExpoCigra - Feira Multissetorial do Vale do Rio Grande, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, disse esperar que o governo Lula mantenha a trajetória de retomada da economia.
Para Roscoe, as medidas adotadas no atual governo, no pós-pandemia, foram importantes para que o país retomasse o crescimento econômico, após queda em 2020. Ele acredita, que se mantida a dinâmica atual, o Brasil seguirá em trajetória ascendente.
“O Brasil, nos últimos quatro anos, vinha em uma trajetória ascendente e esperamos que [assim] permaneça nos próximos quatro. Tem várias medidas que foram adotadas e que possibilitaram a retomada da atividade econômica. Se isso acontecer, teremos uma dinâmica nos próximos anos”, destacou Flávio Roscoe.
O presidente da Fiemg disse ainda que a indústria mineira conquistou bons resultados no ano passado e que, mesmo em 2020, ano de queda na economia brasileira, ainda teve desempenho melhor que a média nacional.
“A indústria nos últimos dois anos vem ‘performando’ muito bem. Em 2021, crescemos 10%. No ano de 2020, ano da pandemia (de Covid-19), tivemos queda de 2%, mas o Brasil teve queda de 4,5%. A indústria mineira vem crescendo e ganhando participação no Produto Interno Bruto (PIB) do Estado e, também, do país. E aqui na ExpoCigra, a indústria mostra o seu protagonismo”, destacou o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe.
Confiança. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), medido pela Federação das Indústrias de Minas Gerais, teve queda expressiva e registra 52,4 pontos em novembro. O recuo foi influenciado pela avaliação desfavorável em relação à situação atual e pelo menor índice de otimismo para os próximos seis meses.
Para a economista Daniela Muniz, da Gerência de Economia e Finanças da Federação, “a queda do indicador reflete incertezas quanto ao cenário econômico brasileiro, especialmente a partir de janeiro de 2023, tendo em vista a mudança do governo federal”.
Confiança dos industriais mineiros é a menor para novembro em seis anos.