Além das prateleiras dos supermercados, é perceptível o aumento dos preços na seção de hortifruti. Na última semana, os preços na Ceasa de Uberaba se mantiveram estáveis, porém, altos. Por exemplo, a caixa do tomate, com 22 quilos, estava em R$100. Já a beterraba esteve em R$95,00 a caixa. O engradado do repolho, com 30 quilos, estava em R$80.
Isso acontece devido a grande quantidade de chuva que tem caído na região, que tem prejudicado na colheita dos produtos. “O produtor nunca perde com chuva, a não ser quando carrega tudo, né? Houve frustração farta no sentido de hortifruti, até mesmo o milho safrinha está tendo problema com o excesso de chuva”, afirma Sérgio Nepomuceno, presidente da Associação dos Horticultores do Vale do Rio Grande (Horvagra).
Ainda segundo Sérgio, não há para onde correr, poucos produtos apresentaram queda. E, contrário ao que se possa pensar, o aumento dos preços é igualmente prejudicial ao produtor, assim como é ao consumidor. “Todas [as mercadorias] estão com problema. Por exemplo, a batata, tem mercadoria, mas não é possível fazer a colheita devido a umidade do logo, as máquinas, que hoje são mais mecanizadas, não conseguem entrar para colher. E uma cultura errada que nós temos, é que pensam que o produtor está lucrando com isso e ele está tendo prejuízo. Porque, vamos supor que você tem uma meta de produção de 100 caixas, mas você só colhe 10 em custo de 100. [O produtor] pode cobrar R$200, R$300 que não vai cobrir o custo [de produção]. Esse preço que o país tem sentido, não é interessante pra ninguém, só que a falta da mercadoria tende a forçar esses preços”, explica.
De acordo com Nepomuceno, a previsão é que os preços se estabilizem entre o começo e meados de abril, uma vez que as chuvas diminuam.