A presidente Dilma Rousseff está determinada a promover o crescimento econômico em 4%. Para isso, ela está disposta a reduzir impostos e também a propor medidas de estímulos. Segundo o economista Cássio Silveira, a intenção do governo é incentivar o consumo.
Com a redução dos impostos repassada para os produtos, haverá redução dos preços. “Os produtos mais baratos incentivam o consumo, pois este fica mais acessível. Se o consumo estiver estimulado, a indústria vai produzir mais para atender a demanda interna”, observa o economista, acrescentando que a presidente busca garantir o crescimento da economia por meio da demanda interna. “A demanda externa está afetada pela crise. A situação mundial está complicada. Sobre o mercado interno, a perda de alíquota será reposta na quantidade de novas vendas, ou seja, no volume de vendas”, complementa.
De acordo com o próximo presidente da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Uberaba (Aciu), Manoel Rodrigues Neto, que tomará posse no fim deste mês, a redução de tributos provoca sobra de dinheiro, que pode ser utilizado para novos investimentos ou ser aplicado. “Este dinheiro não ficará perdido, pois será aplicado de alguma maneira. Ele deixa de ser aplicado pelo governo e o empresário passa a gerir o dinheiro, decidindo aonde ele será investido. Toda a redução de custos para os empresários é positiva, ainda mais na questão tributária”, observa.
Apontados pelos especialistas, os principais tributos pagos pelas empresas sã Cofins, PIS, IPI, ICMS, Super Simples Nacional. Porém, existem diferenças entre as empresas, pois depende da forma em que elas estão enquadradas. A quantidade de arrecadação também depende da atividade e da receita.