Alunos, professores e técnicos administrativos se reúnem na porta da UFTM nesta manhã em protesto pacífico, mas foram impedidos de entrar no prédio da instituição
Foto/Sandro Neves
Parece longe do fim a situação envolvendo a Universidade Federal do Triângulo Mineiro. Desde a vitória da Chapa 2, encabeçada pelos professores Fábio César da Fonseca e Patrícia Maria Vieira, até mesmo o Ministério Público Federal foi acionado, sob as contestações da atual reitora, professora Ana Lúcia de Assis Simões, de que houve fraude. Nesta segunda-feira (25) acontece sessão extraordinária, para a escolha dos nomes que vão compor a lista tríplice a ser encaminhada ao Ministério da Educação. Desta lista sairá o nome do novo reitor que comandará a universidade.
Professora Luciana Maria da Silva conversou com a reportagem do JM Online durante a manifestação na porta do prédio da instituição e acusou a reitora de tentativa de golpe. Ela explica que a manifestação tem como alvo os conselheiros, que são os representantes da categoria. “O manifesto é para falar para os conselheiros que esse processo que ela está tentando fazer é um golpe e está fora da questão legítima da democracia”, contou, acrescentando que os manifestantes foram impedidos de entrar no prédio, alegando medo de que houvesse quebra-quebra de estudantes.
“Esse prédio é público e eu sou funcionária pública e fui impedida de entrar no prédio porque meu nome não está em uma lista que ela deixou com os nomes de quem ela quer que entre e os nomes de quem ela não quer que entre”, desabafou a professora. “É uma questão séria. É ferir direito de cidadão. É ferir meu direito enquanto docente desta universidade”, concluiu.
Professora Luciana Maria da Silva ainda contou que toda a manifestação está sendo filmada, o que deixou os manifestantes preocupados, sem entender as reais intenções da reitoria. “Não sei o que ela vai fazer com essa filmagem, mas me preocupa bastante, porque não é à toa que a gente precisa fazer movimento pela democracia, porque as coisas estão muito estranhas dentro dessa universidade”, decretou.
Em nota encaminhada à reportagem, a pró-reitora de Administração, Heloisa Helena Oliveira Martins Shih informa que, excepcionalmente, na manhã de hoje (25), "face a chamados veiculados em diversas redes sociais por manifestações dentro do prédio, em razão da reunião do Conselho Universitário que aconteceu nessa manhã, o acesso ao prédio foi restrito a servidores que ali têm seus postos de trabalho, conselheiros do Conselho Universitário, e não-conselheiros com permissão para participar daquela reunião. O objetivo da restrição temporária de acesso é a preservação da segurança das pessoas (servidores, discentes, conselheiros e possíveis manifestantes), patrimônio público, bem como de ambiente propício para a realização da reunião do Conselho".