Com a deflagração, a instituição uberabense integra a lista de mais 46 universidade federais atualmente em greve
Professores da Universidade Federal do Triangulo Mineiro (UFTM) deverão suspender as atividades por tempo indeterminado a partir do dia 17 de agosto. No mesmo dia será realizada uma assembleia para buscar adesão dos docentes e definir diretrizes da greve.
Segundo o presidente da Associação dos Docentes da UFTM (ADUFTM), Fernando Seji, serão mantidos apenas 30% dos serviços essenciais da instituição, previstos pela legislação brasileira. A entidade definiu duas frentes de luta, sendo elas o pedido de melhoria de condições de trabalho, como equipamentos e infraestrutura, e reajuste do salário de acordo com a inflação anual.
Fernando explica que, com a greve, os professores da UFTM aderem a um movimento federal que busca melhor qualidade no ensino. “Estamos batalhando contra o corte que está sendo pleiteado de cerca de R$ 12 bilhões na educação, que vai refletir diretamente nos serviços prestados nas universidades e também nos hospitais públicos vinculados”, disse.
As aulas dos cursos superiores prestados na UFTM deverão ser paralisadas. Após a deflagração, a ADUFTM entra em negociação com a universidade para paralisação do calendário acadêmico. Com a deflagração, a instituição uberabense integra a lista de mais 46 universidade federais atualmente em greve.