MOBILIZAÇÃO

Professores de Uberaba decidem nesta quarta sobre adesão à greve estadual da educação

Joanna Prata
Publicado em 03/03/2026 às 11:23
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Mesmo após o anúncio de reajuste linear de 5,4% para o funcionalismo público mineiro feito pelo governador Romeu Zema, profissionais da educação mantêm a mobilização e vão discutir a adesão à greve em Uberaba. A categoria realiza assembleia nesta quarta-feira (4), às 17h30, na sede do Sind-UTE/MG, para deliberar sobre os próximos passos do movimento na cidade e na região.   

A paralisação foi aprovada em nível estadual na semana passada, em assembleia realizada em Belo Horizonte, com indicativo de greve por tempo indeterminado a partir de 4 de março. O sindicato reivindica recomposição salarial de 41,83%, percentual que, segundo a entidade, corresponde às perdas acumuladas entre 2019 e 2025, além da aplicação integral do piso nacional do magistério para 2026, fixado em R$ 5.130,63 pelo Ministério da Educação.   

Coordenadora regional do sindicato em Uberaba, Maria Aparecida Oliveira explica que a assembleia em Uberaba é soberana e vai definir o nível de adesão local. “A greve já foi notificada ao governo e começa agora. Mas aqui em Uberaba vamos nos reunir para apresentar a realidade da Educação nesses anos e decidir coletivamente como será nossa participação”, afirma.   

Segundo ela, a principal pauta é a recomposição salarial. “Nesses quase oito anos houve períodos sem reajuste e o piso não foi aplicado corretamente. As perdas foram se acumulando e chegaram a 41,83%. Nossa demanda é essa recomposição, além do índice deste ano”, declara. A dirigente também critica a diferença entre o piso nacional e os vencimentos pagos no Estado, ressaltando que, em Minas, o ingresso na carreira exige licenciatura plena.   

Em Uberaba, a regional do sindicato reúne mais de 40 escolas estaduais, além de unidades em cidades vizinhas. Após a assembleia, caso a greve seja confirmada, será formado um comando local para dialogar com diretores, professores e demais trabalhadores da educação. A adesão das unidades será levantada escola por escola e o percentual informado posteriormente.   

Além da pauta salarial, a categoria também cobra a incorporação da gratificação de diretores para fins de aposentadoria e aponta dificuldades no atendimento pelo Ipsemg.   

O projeto de reajuste anunciado aos servidores pelo governo ainda precisa ser encaminhado à Assembleia Legislativa de Minas Gerais para tramitação.

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