CIDADE

Professores do Objetivo reclamam do não-pagamento de salários

De acordo com nota encaminhada pelo Sinpro, o colégio não pagou salários dos três últimos meses do ano de 2011 e nem o 13º

Geórgia Santos
Publicado em 12/01/2012 às 00:58Atualizado em 17/12/2022 às 07:49
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Professores do Colégio Objetivo de Uberaba reivindicam pagamentos atrasados. De acordo com nota encaminhada pelo Sindicato dos Professores do Estado de Minas Gerais (Sinpro), o colégio não pagou salários dos três últimos meses do ano de 2011, o 13° salário e nem mesmo as férias. O caso foi denunciado ao Sinpro, que já procurou o Ministério do Trabalho.

Segundo o presidente do sindicato, Marcos Gennari, no início deste mês alguns professores procuraram o Sinpro para fazer a denúncia e pedir apoio. “No mês de novembro do ano passado, estivemos na escola para conversar com diretores, no sentido de pedir mais respeito aos profissionais, e a garantia era de que tudo aconteceria dentro dos direitos dos trabalhadores. Mas, infelizmente, tivemos a notícia, de que a partir de uma fusão da escola com outra instituição, nenhum profissional do Objetivo continua trabalhando no local, portanto, estamos questionando os direitos dos professores”, explica Marcos Gennari.

Além disto, segundo o sindicalista, os diretores da instituição, após negar o pagamento dos salários e férias em dia, pediram para que os professores não procurassem seus direitos na Justiça, se comprometendo em fazer o pagamento ao longo do tempo. “O fato é que os professores tinham a expectativa de ficar na instituição, mas os empregos não foram garantidos, os salários atrasados e os diretos trabalhistas não foram pagos”, afirma Marcos, ressaltando que se trata de uma instituição com mensalidades padrões do conjunto das escolas particulares, o que deixa muitos sem entender por qual motivo há o desrespeito ao direito dos professores.

Por parte do Sinpro, a departamento jurídico do sindicato já foi acionado para uma ação de cumprimento imediata, solicitando o pagamento desse passivo, no mínimo os salários atrasados. Além disso, o sindicato comunicou e oficiou o Ministério do Trabalho, para que também faça a fiscalização sobre o recolhimento do FGTS e o INSS dos professores, visto que existem profissionais com mais de 20 anos que trabalham na instituição.

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