Ontem, professores estaduais, em greve desde o dia 21 de maio, resolveram suspender a paralisação em reunião realizada à tarde, na porta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), em Belo Horizonte. Além disso, também foi liberado o prédio da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana A, na capital mineira, ocupado desde o dia 2 por trabalhadores da Educação.
Representando Uberaba, grupo de professores esteve em manifestação de cinco horas e meia na Cidade Administrativa de Belo Horizonte. O objetivo era forçar um diálogo com a Secretaria de Estado de Educação para discutir a pauta de reivindicações da categoria, situação que motivou a greve de professores no Estado. Após o protesto, foi marcada uma reunião entre o Sind-UTE/MG e a secretária estadual de Planejamento e Gestão, Renata Vilhena, no próximo dia 11.
De Belo Horizonte, a coordenadora regional do Sind-UTE em Uberaba, Maria Helena Gabriel, afirma que foi uma manifestação tensa envolvendo cerca de 500 pessoas, mas que terminou com resultado positivo. “Foi uma movimentação muito bonita, porém tensa, porque fechamos a rodovia MG-010, que vai para o Aeroporto Internacional de Confins, por várias horas. Acredito que este seja um avanço. A reunião não foi marcada com a secretária de Educação, como queríamos, mas se a Secretaria de Planejamento abriu diálogo para falar aquilo que estamos precisando ouvir, que é sentar e conversar, já é um canal de negociação. Vamos ver o que vai acontecer na quarta-feira (11)”, afirma.
Atualmente, em Uberaba, a adesão caiu de 27% para 15%, segundo Maria Helena, já que houve o retorno de muitos profissionais para as escolas. “Não aguentaram permanecer no movimento, o que é uma pena, mas ainda há muitas pessoas em greve, aguardando essas ações em Belo Horizonte, e que com certeza ficarão até o fim”, esclarece.
Ameaças. Maria Helena destaca que o Sind-UTE Uberaba já recebeu denúncias formais de que a Superintendência Regional de Ensino e diretores de várias escolas estão ameaçando os professores para fazê-los voltar ao trabalho. “Porém, nós já passamos aos professores de todas as escolas um documento reforçando o direito à greve e que não adianta ameaçar. É o professor que deveria pedir ao diretor que está ameaçando documentos que provem que o professor é obrigado a retornar, porque eles não existem”, completa.