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Prometida desde 2022, concessão do Piscinão ainda não tem modelo definido

Prefeitura admite dificuldade para tornar o parque atrativo à iniciativa privada sem comprometer o meio ambiente e o uso público

Débora Meira
Publicado em 30/06/2026 às 07:43
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O modelo de concessão do Parque das Acácias, conhecido como Piscinão, ainda está em fase de definição pela Prefeitura de Uberaba. O secretário de Administração, Ernani Neri, afirmou que um dos principais desafios é encontrar uma forma de exploração do espaço que seja atrativa para a iniciativa privada, mas que respeite as características ambientais e o uso pela população.   

Em entrevista ao programa JM News, da Rádio JM, Ernani afirmou que já existem empresas interessadas no projeto, mas que a Prefeitura ainda trabalha na estruturação do processo antes da abertura de uma licitação. Segundo ele, a concessão envolve diferentes áreas da administração e exige cuidado na elaboração do edital. “É aí que mora um grande problema. Porque, se você lança uma licitação e não aparece ninguém? Qual é a exploração que ele pode ter lá dentro? O que é que ele vai explorar e que também não vai impactar na questão ambiental?”, comenta. 

O secretário explicou que o planejamento precisa considerar diferentes aspectos do parque, como as questões ambientais, esportivas, de saneamento e segurança. Segundo ele, a Prefeitura passou a participar das etapas iniciais do processo para evitar ajustes futuros e possíveis questionamentos na licitação. “É uma licitação que, se a gente errar um pouquinho, dá impugnação, sim”, disse Ernani. 

De acordo com o secretário, uma reunião deve ser realizada na próxima semana com representantes da Fundação Municipal de Esporte e Lazer (Funel) para alinhar os próximos passos do projeto. “A gente já fez um alinhamento bacana para poder conduzir isso o mais rápido possível”, declara. 

A concessão do Piscinão à iniciativa privada é aguardada desde 2022, quando a prefeita Elisa Araújo afirmou, em entrevista à Rádio JM, que a dificuldade em bancar a manutenção adequada levaria a algum tipo de privatização. Desde então, se fala em manter a entrada gratuita, mas permitir a exploração comercial. De lá para cá, muito se falou sobre o modelo, mas sem nada efetivamente concreto. Em 2023, o então presidente da Funel, Luiz Alberto Medina, informou que Piscinão e Uberabão estavam em negociação com a Codemge para serem transformados em espaços multifuncionais de esporte, lazer e entretenimento. Contudo, a proposta não evoluiu.  

Anos depois, em 2025, já sob a presidência de Carlos Dalberto Júnior, o Belzinho, a Funel anunciou que a documentação estava em “fase final” e que empresas haviam apresentado ideias preliminares. O chamamento público, porém, ainda dependeria da definição dos parâmetros e da autorização necessária. Sem que um projeto tenha chegado efetivamente à Câmara Municipal até então, em março de 2026 a Funel informou que a proposta estava na Secretaria de Planejamento, em revisão dos memoriais descritivos, depois de ajustes em cartório, análise do Comam e alinhamento entre Funel, Sesurb, Semam e Segurança Pública. A proposta era que o projeto chegasse ao Legislativo em 20 dias. Contudo, três meses depois, ainda não se tem sequer a definição do modelo de exploração.   

No início do mês, o Município parece ter mudado o caminho. Em vez de encaminhar primeiro um projeto pronto à Câmara, passou a trabalhar com uma Manifestação de Interesse Privado, a MIP.

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