Pesquisa realizada por alunos de tanatologia levantou custos em funerárias e cemitérios da cidade; plano preventivo de cremação foi anunciado por R$ 5 mil
O custo de um funeral em Uberaba pode variar conforme os produtos e serviços escolhidos pela família. Uma pesquisa intitulada “Quanto custa morrer em Uberaba?” foi realizada por alunos de tanatologia para levantar os valores praticados em funerárias e cemitérios do município. Em entrevista ao programa JM News, da Rádio JM, a especialista Vera Lúcia Dias destacou que há diferenças expressivas entre as opções disponíveis, incluindo caixões que podem custar até R$ 100 mil.
Segundo Vera, o levantamento foi feito com visitas a estabelecimentos do setor e aos cemitérios da cidade. “Nós fizemos uma pesquisa interessante chamada ‘Quanto custa morrer em Uberaba?’ E aí eu esparramei os alunos nas funerárias, no cemitério novo, no municipal e tudo, e levantamos os custos práticos”, relata.
Durante a conversa, os participantes questionaram se os gastos ficariam na faixa de R$ 5 mil a R$ 10 mil. A discussão destacou que os valores dependem das escolhas feitas e das condições financeiras de cada família. Vera citou, como exemplo, a diferença entre os modelos de caixão disponíveis no mercado. “Tem caixão de 100 mil reais. Aquela janelinha para ver só o seu rostinho, custa mais caro”, afirma.
A entrevista, porém, não apresentou os resultados consolidados da pesquisa nem uma média dos custos funerários em Uberaba.
Além dos serviços funerários tradicionais, Uberaba conta com a opção de um plano preventivo de cremação anunciado por R$ 5 mil, com urna para as cinzas incluída. A previsão divulgada é que o crematório comece a funcionar no fim de março de 2027.
O plano tem carência de seis meses e não poderá ser utilizado antes do início das atividades do espaço. A contratação antecipada é uma alternativa para quem deseja se planejar e conhecer previamente os custos relacionados à despedida.
A discussão sobre os custos também se relaciona à possibilidade de deixar registradas as próprias vontades. Durante a entrevista, Vera explicou que as chamadas diretivas antecipadas de vontade podem incluir decisões sobre os cuidados no fim da vida, a realização do velório, a cremação e a doação de órgãos.
Questionada sobre a importância de formalizar essas decisões, a especialista recomendou o registro. “É melhor, porque tem mais garantia de ser acatada”, afirma.
A proposta, segundo a abordagem apresentada na entrevista, é que conversar sobre a morte também permita organizar questões práticas e evitar que familiares precisem tomar decisões sem conhecer os desejos da pessoa.