O Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti aponta alto risco para Uberaba, com 8,4% e que apenas 20,4% dos municípios de Minas estão em situação satisfatória,

De acordo com o levantamento em Uberaba, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi 8,4% (Foto/Reprodução)
O primeiro Levantamento Rápido do Índice para Aedes aegypti (Lira) de 2023, divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), aponta que, dos 827 municípios que participaram do estudo, 321 deles (38,8%) apresentam o Índice de Infestação Predial (IIP) igual ou maior que 4 – ou seja, estão em situação de risco para a transmissão das doenças transmitias pelo mosquito. Outros 337 municípios (40,8%) estão em alerta (índice de 1 a 4) e, em 169 (20,4%), o indicador foi classificado como satisfatório, pois o IIP é menor que 1.
De acordo com o levantamento em Uberaba, o Índice de Infestação Predial (IIP) foi 8,4%. O IIP indica o percentual de imóveis que apresentaram recipientes infestados por larvas do mosquito Aedes aegypti em relação ao total de imóveis que foram vistoriados pelos agentes de combate a endemias (ACE).
Também foi apurado em Uberaba o Índice de Breteau (IB), que ficou em 11,4%. O IB tem sido utilizado na avaliação da densidade larvária do Aedes aegypti e sua mensuração é feita em uma amostra probabilística dos imóveis existentes na área urbana dos municípios infestados.
O Lira, realizado junto aos municípios mineiros quatro vezes ao ano, é parte da estratégia de monitoramento e controle do mosquito. Embora a Vigilância Estadual não considere apenas este levantamento para avaliar a situação epidemiológica quanto à dengue, chikungunya e zika, os dados apresentados pelo documento podem ser considerados como um indicativo de alerta para locais com possibilidade mais acentuada de aumento no número de casos dessas arboviroses.
A coordenadora da Vigilância Estadual das Arboviroses da SES-MG, Danielle Capistrano, destaca que a partir dos resultados do Lira, cada município pode otimizar e direcionar as ações de controle do vetor, delimitar as áreas de maior risco, avaliar as metodologias aplicadas no controle do mosquito e contribuir para as atividades de comunicação e mobilização, por meio da ampla divulgação dos resultados dos índices.
“Em casos de municípios mais críticos, existe, ainda, o apoio da Força Estadual em todos os eixos envolvidos, como assistência, laboratório, controle do vetor, comunicação e mobilização, vigilância epidemiológica e gestão”, salienta a coordenadora.
O Lira possibilita identificar também onde o mosquito está procriando, por meio do Índice por Tipo de Recipiente (ITR), que indica o percentual de cada recipiente encontrado com larvas de Aedes aegypti nos imóveis em relação a todos encontrados infestados durante as visitas dos agentes de combates a endemias dos municípios.
Em janeiro, a maioria (30,8%) dos recipientes infestados em Minas Gerais foram os depósitos móveis, como vasos ou frascos, pratos, bebedouros e materiais em depósitos de construção; seguidos dos depósitos passíveis de remoção/proteção, como lixo, sucata e entulho (23,8%); e dos depósitos utilizados no armazenamento de água para consumo humano ao nível do solo (15,8%), como tonel, tambor, barril e filtro.