Aumento da inadimplência e queda no consumo refletem na saúde financeira do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba, segundo o presidente da autarquia
Foto/Arquivo
Luiz Guaritá Neto, presidente do Codau, durante entrevista à Rádio JM, quando falou da situação de inadimplência
Aumento da inadimplência e queda no consumo refletem na saúde financeira do Centro Operacional de Desenvolvimento e Saneamento de Uberaba (Codau), segundo o presidente da autarquia, Luiz Guaritá Neto. De acordo com ele, os atrasos de pagamentos este ano são dez vezes maiores que o registrado no mesmo período de 2014. Diante da situação, ele anuncia a redução de 60 para 45 dias do tempo de atraso para o corte do fornecimento.
De acordo com Luiz Neto, a inadimplência chega atualmente a quase 40% dos consumidores e este ano já foram promovidos mais de sete mil cortes de abastecimento. “Fazíamos o corte depois dos 60 dias, mas agora, cortamos com apenas 45 dias de vencimento da conta. Inclusive, estamos pensando em fazer parceria com a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) para que as contas dos consumidores inadimplentes sejam inseridas no SPC”, pontuou Guaritá.
Outro fator que está reduzindo a receita do Codau é a queda no consumo, provocada, principalmente, pela consciência que as pessoas estão adquirindo em virtude da crise hídrica em nível nacional. “Não queremos de forma alguma estimular o consumo, essa constatação é positiva e a utilização do recurso hídrico precisa sempre ser feita de forma racional, com o entendimento que se trata de algo finito”, diz Guaritá, ao ressaltar que a situação também tem afetado o faturamento do Codau.
Com a queda de 28% no consumo e o aumento da inadimplência há o agravamento no déficit da receita no Codau, que nem mesmo o reajuste de 13% nas contas está sendo suficiente para reverter a situação. Com a queda na receita, algumas medidas estão sendo adotadas pela autarquia, além de reduzir o prazo de atraso da conta para o corte. O primeiro alvo foram as horas extras dos funcionários, segundo o presidente. Além disso, os serviços de religamento não estão sendo realizados aos fins de semana. A medida visa à economia operacional do Codau, que deverá sofrer mais cortes se a situação persistir.