O tenente PM André Luís de Oliveira, no comando da 212ª Companhia/ 4º BPM, afirmou à reportagem do Jornal da Manhã que a maior demanda no bairro São Cristóvão refere-se ao tráfico de drogas e seus usuários, juntamente com os andarilhos que circulam pela região e se concentram nas imediações do posto do Prodoeste. "Não basta apenas o trabalho policial. Precisamos do apoio da Prefeitura, da assistência social, assim como da conscientização da população local. Parte disso, já é realizada com a Rede de Universitários Protegidos da Facthus. Diminuiu bastante a incidência criminal contra os alunos que saem da faculdade", disse o tenente.
"Com relação à avenida Deputado José Marcos Cherem, no que se refere à prostituição, temos acompanhado para evitar, pelo menos, que seja infantil ou abusiva. Existe também o apoio à fiscalização da equipe de Posturas nos bares ao longo da avenida", revelou.
Problema específico. "O roubo no São Cristóvão é muito pontual, sobretudo, dos alunos que deixam a faculdade no fim do turno da noite, e as pessoas que procuram a prostituição na Marcus Cherem. Buscamos orientar os que passam pela região. Trata-se de um ambiente pesado, no qual elementos suspeitos se aproveitam desse ambiente para cometerem crimes", explicou.
De acordo com o tenente, existe uma mobilização atuante na região com a Rede de Universitários Protegidos e a Rede de Vizinhos Protegidos no Jardim Induberaba, bairro vizinho. “Com esse incremento, o índice criminal no setor diminuiu. Entre os dias 15 de agosto e 15 de setembro, houve redução de cerca de 40% na incidência criminal no São Cristóvão, quando comparado aos 30 dias anteriores. Com relação aos bares na Marcus Cherem, nos estabelecimentos onde há a suspeita de exploração da prostituição alheia, a fiscalização é intensificada em operações conjuntas com a Postura Municipal. Alguns bares já foram fechados e outros notificados", disse o tenente.
O policiamento é realizado com motocicletas, no período diurno e noturno, além de viaturas em patrulhamento 24h. O São Cristóvão faz divisa de área, na Marcus Cherem, com a 40ª Companhia, voltada para o bairro São Geraldo, enquanto que a 212ª Companhia atende mais especificamente o São Cristóvão.
Para o tenente André, o problema na região é de cunho social. "O São Cristóvão possui problemas sociais de andarilhos e usuários de drogas. A PM registra dezenas, centenas de ocorrências relacionadas ao tráfico na região, em atuações diuturnas. Quanto aos andarilhos, temos a limitação da lei. “Precisamos do empenho de todos, do governo e órgãos responsáveis, inclusive do apoio da população para não fazer doações e assim, consequentemente, incentivar a mendicância”, salientou.
“Isso gera um ciclo vicioso. Prendemos o traficante, conduzimos o usuário, mas quando o dependente químico ou mesmo o andarilho se vê sem recursos, roubos e furtos são realizados em decorrência dessa situação. Muitos usuários praticam o crime para alimentar o vício. A ligação, o vínculo é direto", concluiu o tenente.