CIDADE

Redução de recurso para a Saúde foi tema de audiência da ALMG

Audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas discute demandas e dificuldades dos hospitais da região; evento foi realizado na manhã de ontem

Geórgia Santos
Publicado em 21/08/2015 às 08:32Atualizado em 16/12/2022 às 22:41
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Fot Neto Talmeli

Além da Comissão de Saúde da Assembléa, vários outros setores da cidade ligados ao tema participaram da audiência ontem

Audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa de Minas discute demandas e dificuldades dos hospitais da região. O evento foi realizado na manhã de ontem, no Centro Administrativo da Prefeitura de Uberaba, e entre as demandas foram relatadas dificuldades financeiras e a falta de leitos para o Sistema Único de Saúde.

A audiência foi conduzida pelo deputado estadual e presidente da Comissão de Saúde, Arlen Santiago (PTB), que culpou o governo federal pela falta de dinheiro nos hospitais. De acordo com ele, houve redução significativa no orçamento da União para o SUS: em 2000 era de 59,8% e hoje, 44,7%. “Para o governo federal a saúde não é prioridade e haverá mais cortes. Além disso, tratam mal os mineiros, pois estamos atrás de 13 estados que recebem mais dinheiro por habitantes do que Minas Gerais na área da saúde. A situação é dramática e recai sobre as prefeituras, que precisam gastar mais na saúde”, disse o deputado.

Quanto à falta de leitos, o deputado revelou que no país, nos últimos quatro anos, foram fechados 13 mil leitos, em Minas Gerais foram 1.500 e, até o fim de 2016, serão mais 1.500. “Em Uberaba temos um problema para o funcionamento do Hospital Regional. É necessário o valor de R$7 milhões por mês para o custeio. Portanto, quem vai pagar esta conta, se o governo federal não está pagando nem mesmo as contas com as quais se comprometeu?”, diz.

O secretário de Saúde de Uberaba, Marco Túlio Cury, também falou das articulações para buscar recursos para o custeio do Hospital Regional. “Estamos esperando por um posicionamento do governo estadual, se poderá assumir 50% das despesas, diante das dificuldades financeiras dos municípios que serão atendidos no HR, que não poderão se comprometer com mais do que 25% do custeio mensal. E acredito que a resposta virá logo”, afirma o secretário.

O prefeito Paulo Piau também comentou sobre a espera deste repasse. De acordo com ele, o Estado possui mais flexibilidade financeira, “o pedido foi feito e esperamos por um resultado favorável”, afirma o prefeito.

Vale lembrar que a audiência faz parte de uma série de reuniões promovidas pela Comissão de Saúde desde março. “Estamos realizando estes encontros em todo o Estado e em seguida, junto aos presidentes das Comissões de Saúde dos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, vamos apresentar dois projetos ao Congresso Nacional, para que haja melhoria imediata na tabela do SUS”, finaliza o deputado Arlen Santiago.

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