Na manhã de ontem, a Polícia Militar e oficiais de Justiça estiveram no bairro para a retirada de 35 famílias de área particular
Secretaria de Desenvolvimento Social acompanha reintegração de posse no bairro Chica Ferreira. Na manhã de ontem, a Polícia Militar e oficiais de Justiça estiveram no bairro para a retirada de 35 famílias de área particular. Assistentes sociais e Conselho Tutelar do Direito da Criança e do Adolescente estiveram no local para dar um suporte, oferecendo às famílias abrigo temporário, até que encontrassem residência fixa.
A área pertence à empresa Avícola Rio Grande e, segundo o advogado do proprietário, Marco Túlio Reis, diante da invasão foi protocolada uma ação na Justiça pedindo a reintegração de posse e foi deferida a liminar no dia 15 de junho do ano passado, mas, por questões operacionais, somente agora foi cumprida. “A invasão aconteceu no mês de maio e em quinze dias foi protocolada a ação na Justiça para reintegração de posse, mas antes disto tentamos negociar e mostrar às famílias, na época apenas quatro barracos, de que se tratava de uma área particular”, explica Marco Túlio. Ele ressalta que entende que as pessoas precisam de moradia, mas a área é particular, portanto as questões sociais devem ser resolvidas pelos organismos próprios.
Com certeza não é uma situação agradável, de acordo com um dos assentados, Gilmar Aparecido Gomes, que morava no local há cerca de seis meses, e diz que nenhum funcionário da Prefeitura esteve no local durante este tempo oferecendo auxílio aos moradores. Grande parte das famílias afirma que procurou o local por não ter onde morar e, por conta dos preços caros de aluguéis, tiveram de invadir a área. Entretanto, não é o que diz o assessor de gabinete da prefeitura, Marco Cury.
Segundo o assessor, a Ronda Social esteve no local para oferecer abrigo temporário aos assentados, entretanto, a maioria alegou que não havia necessidade, pois já tinha casa para ficar em amigos ou familiares. “Além disto, os assistentes sociais da PMU acompanham a situação destas famílias desde que houve a invasão”, afirma Marco Cury.
A secretária de Desenvolvimento Social, Maria Thereza Rodrigues da Cunha, confirma que os assistentes sociais do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Polo Um – no bairro Chica Ferreira – sempre acompanharam as famílias da área invadida, oferecendo ajuda quanto aos programas do Governo Federal, como também para se inscreverem na Cohagra. “Estivemos no local no dia da reintegração de posse oferecendo um teto para estas famílias, mas, segundo os assistentes sociais, nenhuma aceitou e disse que iria para casa de amigos e familiares”, afirma a secretária.