CIDADE

Reitora da UFTM atribui redução da nota à ausência de 2 cursos

Reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro justifica redução no conceito da instituição, de 5 para 4, pela ausência de dois cursos que não foram avaliados pelo Enade em 2013

Thassiana Macedo
Publicado em 30/12/2014 às 20:09Atualizado em 16/12/2022 às 03:42
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Reitora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (UFTM) justifica redução no conceito da instituição, de 5 para 4, pela ausência de dois cursos que não foram avaliados pelo Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) em 2013. A nota é calculada de acordo com o Índice Geral de Cursos Avaliados da Instituição (IGC), divulgado na semana passada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), considerando o triênio 2011/2013. Para serem consideradas de excelência, instituições de ensino superior precisam atingir faixas 4 e 5, dentro de uma escala de 1 a 5.

De acordo com diagnóstico dos dados fornecidos pelo Inep, a reitora da UFTM, Ana Lúcia de Assis Simões, afirma que as notas dos cursos avaliados permaneceram praticamente inalteradas. “O fator de impacto foi que dois cursos da UFTM, que receberam nota 5 no triênio anterior, não foram avaliados neste triênio. São os cursos de Enfermagem e o de Fisioterapia. Isso porque no ano de 2010 nós mudamos a matriz curricular e o projeto pedagógico destes dois cursos. Com isso, eles passaram de quatro para cinco anos. Em função disso, no ano de 2013, não tivemos turmas formando nestes cursos. O Enade é aplicado a alunos ingressantes e aos concluintes de cada curso. Como em 2013, não tivemos concluintes em Enfermagem e Fisioterapia, os cursos não foram avaliados”, pontua a reitora, ressaltando que a ausência dos referidos cursos com índice 5 pesou no cálculo final da universidade e puxou o índice geral para baixo.

Os cursos de Medicina e Nutrição, por exemplo, avaliados tanto no triênio 2008/2010, quanto no 2011/2013, permaneceram em 2013 com a mesma nota da avaliação anterior, ou seja, receberam conceito 4 do Inep. Apenas a Biomedicina apresentou queda no índice por curso, na faixa do IGC de 5 para 4. Para Ana Lúcia, essa redução não exerceu influência no cálculo geral do índice da instituição e, sim, a ausência dos cursos nota 5. Como a infraestrutura, o corpo docente e o projeto pedagógico do curso de Biomedicina permaneceram inalterados nos últimos anos, a reitora acredita que o próprio desempenho dos alunos no Enade poderia ter sido o responsável pela queda no índice do curso.

Contaminação. Em novembro deste ano, ocorreu contaminação por formol do Laboratório de Anatomia da universidade, que atende a sete cursos de graduação e técnicos, em virtude da estrutura ser antiga e funcionar há pelo menos 60 anos sem mudanças significativas. Questionada se a situação estaria relacionada à queda no índice da UFTM, Ana Lúcia foi enfática em explicar que a ocorrência não poderia ter qualquer relação com o desempenho dos alunos no Enade, pois a prova e as avaliações do Inep foram feitas em 2013, e a contaminação ocorreu no final de 2014.

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